CAIXÕES MÓVEIS
Existe uma subjetividade-automóvel. Produto óbvio do tempo industrial, funciona como corpo-invólucro da fragilidade do organismo que o conduz. A hipótese fálica (meu carro, meu pênis...) à la psicanálise, é por demais simplista. Tenta mostrar (como é hábito dos acólitos do freudismo) que tudo gira em torno do homem-macho. Contudo, as coisas são um pouco mais complexas. O automóvel embriaga até freirinhas virgens e produz um corpo de intensidades diretamente acoplado aos modos de subjetivação vigentes.No caso do capitalismo universal, ele recita a ladainha: que eu seja maior, melhor, mais poderoso, mais bonito, mais bem sucedido, etc. No entanto, isso não é nada enquanto não for obtido pela Ciência, claro, que sou imortal e desprovido de fezes e ânus. Afinal, a noite dos desesperados ainda não amanheceu... e o que está escrito aqui não permite uma compreensão cognitiva, racional, intelectual. Estamos em outra.
Antonio Moura
Não existe nada
ResponderExcluirque seja o tudo
que o eu sempre quis