segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A NOSSA LOUCURA

(...) (...) Não  há clichês. O paciente   não  tem forma.  Seu  desejo  não  tem  forma.  Ele age  como  produção de universos móveis. Isso é difícil  de  aceitar. Como  encontrar o paciente pela via  da multiplicidade? Como acessá-lo de um modo diferente do da psiquiatria  biológica e farmacológica? Parece quase impossível ou talvez algo delirante para os que estão presos à   grade da CID-10. Encontrar o paciente é encontrar  a si  mesmo. Esta seria  uma  fórmula  estéril se estivesse atada à visão  do eu  como  interioridade  psíquica. Contudo, trata-se de  outra  coisa.  Buscamos  sair  de nós  mediante uma  exposição  aos  signos  do  mundo. 
(...)
A.M.

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