sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

IDOLATRIA MIDIÁTICA DA CIÊNCIA

Cem anos depois que Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais, os cientistas finalmente conseguiram detectá-las. Essas minúsculas distorções no espaço-tempo - aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem - eram a única parte da Teoria da Relatividade Geral de Einstein que ainda não havia sido confirmada pela ciência. A detecção direta desse fenômeno, de acordo com os pesquisadores, abre uma nova janela para conhecer o Universo, inaugurando outra forma de compreendê-lo.
"Esta é uma das maiores descobertas do século. O estudo das ondas gravitacionais será capaz de revelar coisas sobre o cosmo que nem podemos imaginar", afirmou ao site de VEJA o astrofísico brasileiro Odylio de Aguiar, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos autores do estudo que descreve o processo de detecção, publicado nesta quinta-feira no periódico científico Physical Review Letters.
Segundo o cientista, o anúncio histórico feito em uma coletiva de imprensa em Washington, nos Estados Unidos, é tão ou mais importante que a descoberta do Bóson de Higgs para a física e irá abrir caminhos para desbravar de forma inédita o Universo. "É como se estivéssemos na época de Galileu (1564-1642), quando ele aperfeiçoou o telescópio e conseguiu olhar para novos fenômenos no cosmo - dessas observações veio a ideia de que a Terra girava em torno do Sol. Encontrar as ondas gravitacionais também inaugura uma nova era de descobertas para a ciência."
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Rita Loiola, Veja.com, 11/02/2016, 21:05 hs

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