O cérebro MENTE
Este blog busca problematizar a Realidade mediante a expressão de linhas múltiplas e signos dispersos.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
terça-feira, 18 de agosto de 2026
O TEMPO NÃO VOLTA
O movimento do capital é o da consistência das relações sociais. São fluxos de toda ordem que se expressam no cotidiano das pessoas. Estas se inserem no desempenho de papéis e funções, sendo o trabalho um dos meios por excelência para "medi-las". A família seria outro. Ora, tal consistência subjetiva (e objetiva) é o que estabelece condições para alguém dizer "estou vivo". Isso foi sendo instaurado na história das relações sociais de produção, fato que Marx já registra em 1844 nos seus "Manuscritos econômicos e filosóficos". Dito de outro modo, as relações humanas, ou mais profundamente, a condição humana ( o que é o "humano ?") foi sendo moldada e produzida (até os nossos dias) pelo sistema do capital como mega-máquina em escala planetária ao reduzir as sociedades a um significante único: o capital. Torna-se ridículo falar em vida "espiritual". Num mundo convertido a condições materiais e semióticas aparentemente eternas, o fenômeno da nostalgia social dos "bons tempos" surge como uma espécie de arcaísmo...e melancolia...
A.M.
sábado, 15 de agosto de 2026
CLÍNICA E TECNOLOGIA DA IMAGEM - III
Numa acepção deleuziana, o acontecimento pode ser definido como um encontro de corpos, humanos e/ou inumanos, no qual e do qual emerge o Sentido. Assim, o sentido nunca é dado, nunca é "um estar lá", mas sim produzido no próprio ato do Encontro. É possível notar que a realidade virtual substituiu a realidade do Encontro (daí, a dos corpos) pela realidade da imagem, profusão de imagens sobre imagens, realidade descarnada, mas Realidade subjetivamente assimilada como Verdade. Dissemos que a tecnologia da imagem não é um mal em si, mas um signo de poder acelerado a uma velocidade não captada pela Consciência. A velocidade é quem (sujeito) captura a consciência. Um encontro de corpos fica, então, descartado em prol da verdade da imagem, inclusive a imagem de si. Segue-se o empreendimento desejante de um profundo estilhaçamento do eu, beirando a psicose ou nela se instalando. Tempos esquizofrênicos, como previu Guattari. Ora, para uma psiquiatria atravessada por tais fluxos, há duas opções ético-políticas: 1- Encolher-se sob o discurso epistemológico das neurociências, detentor de uma verdade reificada, reificante e erguer o manto acadêmico como anti-auto-crítica. 2-Abrir-se, estender-se sobre o campo social em suas formações discursivas caóticas e inventar clínicas à altura do horror dos tempos que correm. Fazer o acontecimento.
A.M.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
domingo, 2 de agosto de 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
SER DE ESQUERDA - nº 2 ( em 10 linhas)
1- Combater o ressentimento como expressão anti-vida da cultura cristã.
2- Conceber o poder como "relação entre forças" ao modo foucaultiano.
3- Rejeitar toda forma de dominação dos corpos livres, operários do desejo.
4- Considerar a mulher sob o signo da criação desejante, natureza feroz e delicada. Amar os paradoxos.
5- Evitar o dualismo estéril direita/esquerda em prol das multiplicidades do viver.
6- Combater o fascismo e os micro-fascismos dos modos explícitos ou nos disfarces da língua.
7-Odiar a geopolítica, imperadores do mundo em cálculos genocidas.
8-Experimentar a delicadeza como estilo de viver a interpessoalidade.
9- Desconfiar do Estado nas patrulhas do desejo. Destruir suas metástases burocráticas.
10 - Usar a camuflagem como função guerreira em contextos institucionais adversos.
A.M.
