O cérebro MENTE
Este blog busca problematizar a Realidade mediante a expressão de linhas múltiplas e signos dispersos.
domingo, 2 de agosto de 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
SER DE ESQUERDA - nº 2 ( em 10 linhas)
1- Combater o ressentimento como expressão anti-vida da cultura cristã.
2- Conceber o poder como "relação entre forças" ao modo foucaultiano.
3- Rejeitar toda forma de dominação dos corpos livres, operários do desejo.
4- Considerar a mulher sob o signo da criação desejante, natureza feroz e delicada. Amar os paradoxos.
5- Evitar o dualismo estéril direita/esquerda em prol das multiplicidades do viver.
6- Combater o fascismo e os micro-fascismos dos modos explícitos ou nos disfarces da língua.
7-Odiar a geopolítica, imperadores do mundo em cálculos genocidas.
8-Experimentar a delicadeza como estilo de viver a interpessoalidade.
9- Desconfiar do Estado nas patrulhas do desejo. Destruir suas metástases burocráticas.
10 - Usar a camuflagem como função guerreira em contextos institucionais adversos.
A.M.
domingo, 26 de julho de 2026
sábado, 25 de julho de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
REGIME DE DELÍRIOS
O termo "delírio" apresenta uma história atravessada pelo romantismo. Assim, quando se diz " delírio de amor", evoca-se uma intensidade afetiva na constituição do sujeito e do objeto da sua paixão. Há uma imagem que força a desejar e delirar.
Na psiquiatria clínica, orgânica, biológica, o delirio tem origem no cérebro em alguma disfunção ou numa lesão das estruturas neuronais. Até se convencionou chamar isso de " delírium" (do latim) para qualificar o sintoma "causado" pela alteração do estado da consciência. Esse estado percorre amplo espectro clínico, indo da consciência vigil ao coma ( apagamento da consciência).
Ainda na psiquiatria clínica, o delírio cursa com a psicopatologia e suas múltiplas expressões, tais como nas psicoses, esquizofrenias, transtornos do humor, transtornos da personalidade, histerias, etc... todo um universo semiológico delirante. Curioso é que esse tipo de delírio não leva uma causa orgânica, como é o caso do "delirium".
Fora do círculo normativo e clínico da psiquiatria , encontramos o delírio, ou mais precisamente, a experiência delirante por toda a parte: na arte, na literatura, na política, na filosofia, no espiritualismo, nas religiões em geral e até no cotidiano das relações sociais e pessoais...
Em toda as manifestações persiste a dificuldade em avaliar o que é o delírio e qual a sua origem. Restou a psiquiatrização mais tosca. É que sob uma égide moral, o delírio é visto como " erro " . Ele escapa ao controle institucional e racional, e por conseguinte desconcerta a prática de normalização dos indivíduos levada à efeito pela "necro" psiquiatria. É que a expressão delirante, para ser compreendida nos seus elementos históricos atuais, extrapola tal enquadre psicopatológico: o delírio do capital...
Desse modo é possível arriscar a hipótese teórica de que a modernidade produziu e produz em escala planetária condições sociais, políticas, culturais e tecnológicas para o desenvolvimento de um delírio não médico e não romântico. Aí está contida uma questão intrigante sobre a verdade.
E cada vez mais, movida a velocidades internéticas, tal questão se traduz em perguntas sem resposta: isso é verdade? qual a verdade? existe a verdade? para que serve a verdade? a quem serve?
A.M.
Obs. versão revisada.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
A ANTI-ESCUTA - 3
Na sociedade moderna a Escuta vira anti-escuta. Ou pelo menos são cultivadas as condições sócio-políticas para isso.
Está no ar a velocidade dos fluxos de comunicação e informação: internet. Eles são o que passa e não pára de passar: o tempo estaria fora dos eixos? Velocidades alucinatórias ...
A linguagem do sistema do capital é composta de fluxos, e não de códigos linguísticos. Ora, tudo se ajeita. O capitalismo e seu profundo analfabetismo ( Deleuze/Guattari, 1976) .Que importa se você não compreende o que se passa? Você sente.
A produção de uma realidade imagética resulta em afetos de destruição e substitui a Terra finita por um infinito de lucro. Uma forma-pessoa torna-se forma-consumidor, mesmo e principalmente o que se consuma no extermínio da alma.
Aldous Huxley disse tudo no " Admirável mundo novo" (1932). De lá para cá o aprofundamento do controle das massas segue o percurso de um suicídio coletivo induzido.
Não há retorno do fascismo, do nazismo, da ultra-direita e de todas as expressões da pulsão de morte. Elas já estavam aí.
A anti-escuta avança como Tecnologia Científica com sua verdade religiosa. Hiroshima ainda não foi o pior.
A.M.
Obs.: versão revisada.
terça-feira, 14 de julho de 2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
O amor de agora
O amor de agora é o mesmo amor de outrora
Em que concentro o espírito abstraído,
Um sentimento que não tem sentido,
Uma parte de mim que se evapora.
Amor que me alimenta e me devora,
E este pressentimento indefinido
Que me causa a impressão de andar perdido
Em busca de outrem pela vida afora.
Assim percorro uma existência incerta
Como quem sonha, noutro mundo acorda,
E em sua treva um ser de luz desperta.
E sinto, como o céu visto do inferno,
Na vida que contenho mas transborda,
Qualquer coisa de agora mas de eterno.
Dante Milano

