O cérebro MENTE
Este blog busca problematizar a Realidade mediante a expressão de linhas múltiplas e signos dispersos.
domingo, 19 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
O QUE É UMA PSIQUIATRIA MENOR? - parte 2
É uma psiquiatria do desejo. Não o desejo como falta, carência, incompletude, mas o desejo como produção, produção de produção. É que o desejo quer sempre mais, novas conexões, outros desejos. Desejar o desejo, produzir desejo é o que lhe resta fazer.
Mas desejar não é fácil. Um trabalho imperceptível, talvez invisível, fabrica linhas da diferença em meio ao rumor dos tempos sombrios.
Mil disfarces são necessários à sua prática. A camuflagem torna-se uma função guerreira.
Uma psiquiatria menor vive nas e das intensidades poéticas da loucura, não da loucura-doença mas da loucura como experiência de abertura aos signos que vêm de fora.
Eles são os da Terra e dos corpos supliciados.
A ética só existe (a ser criada) como ato clínico na psicopatologia. Não há, pois, um código de ética pronto e juramentado como o da medicina. A referência é o paciente: uma vida.
Um paciente são multidões. Não há o indivíduo.
Uma psiquiatria menor só funciona no desejo, com o desejo e pelo desejo. Assim como a ética, o desejo não preexiste. Construi-lo dá trabalho.
A.M.
O abandono do lugar me abraçou de com força.
E atingiu meu olhar para toda a vida.
Tudo que conheci depois veio carregado de abandono.
Não havia no lugar nenhum caminho de fugir.
A gente se inventava de caminhos com as novas palavras.
A gente era como um pedaço de formiga no chão.
Por isso o nosso gosto era só de desver o mundo.
Manoel de Barros
quinta-feira, 16 de abril de 2026
terça-feira, 14 de abril de 2026
RELIGIÃO?
Minha opinião acerca da religião é a mesma que a de Lucrécio. Considero-a como uma doença nascida do medo e como uma fonte de indizível sofrimento para a raça humana. Não posso, porém, negar que ela trouxe certas contribuições à civilização. Ajudou, nos primeiros tempos, a fixar o calendário, e levou os sacerdotes egípcios a registrar os eclipses com tal cuidado que, com o tempo, foram capazes de predizê-los. Estou pronto a reconhecer esses dois serviços, mas não tenho conhecimento de quaisquer outros.
Bertrand Russel in Trouxe a religião contribuições úteis à civilização?
domingo, 12 de abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
COMBATE
quarta-feira, 8 de abril de 2026
QUAL TRANSTORNO MENTAL?
Não é bom psiquiatrizar a política. Sob tais condições e em face do poder médico (expresso pela linguagem técnica) o universo da política se torna opaco e distorcido em sua significação.
É uma má leitura.
No entanto, em situações extremas da geopolítica (como de agora) talvez seja útil a visão da psicopatologia clínica.
Ora, em escala planetária e via internet, a figura do Neo-Calígula com sua máquina bélica de puro horror, sugere três hipóteses diagnósticas:
A confirmar:
1- Transtorno específico da personalidade (paranoico)
CID - 10 : F.60. 0
2- Transtorno delirante persistente
CID 10 : F.22.8
3- Demência não especificada
CID 10 : F.03
A.M.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
SER DE ESQUERDA ( em 10 linhas)
1- Considera a realidade em primeiro lugar como percepção do cosmos e do mundo. Tal percepção decresce até o eu, ou ao si mesmo. Daí, adotar um anti-subjetivismo radical.
2-Estabelece uma visão coletiva e econômica: para viver, há que se cuidar da saúde, habitação, educação, emprego, segurança, justiça, salário... diversão... para todos.
3- Percebe as minorias sociais, não como valor quantitativo, mas como linhas do desejo esmagado, explorado, violentado, oprimido: os negros, as crianças, as mulheres, os indígenas, os gays, os travestis, e tantos outros...
4- Sabe que somos todos múltiplos, singularidades existenciais. E que o indivíduo é produto do poder e não o contrário. Assim, promove um humor escrachado e livre.
5-Combate o modelo da subjetividade européia que colonizou o planeta: homem, hetero, branco, macho. Essa prática leva ao ser de esquerda um combate institucional. E cotidiano.
6- Encara a geopolítica: esta se baseia numa política do Estado. Por isso resistir à brutalidade do Estado e ao cinismo do Mercado é um ato de liberdade.
7- Contempla a natureza como produção incessante e inumana de sentido e não como paisagem romântica e bela, ainda que a beleza lhe constitua.
8 -Recusa a política partidária ( mesmo na democracia) quando se expressa como referência (enganosa) de igualdade social e fraternidade universal.
9 -Não acredita em poderes que ultrapassem a dimensão do humano ou os limites da Terra como a nossa morada e o nosso corpo.
10- Desconfia da linguagem erudita, acadêmica, estatal, técnica. Ela é portadora de estratégias de domínio inconfesso. Ao contrário, exalta a arte como resistência ao poder, à infâmia e à morte.
A.M.

.webp)
