O cérebro MENTE
Este blog busca problematizar a Realidade mediante a expressão de linhas múltiplas e signos dispersos.
sábado, 27 de junho de 2026
sexta-feira, 26 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
VELOCIDADE E PODER
DIPLOMATIQUE: O que preocupa o senhor são os limites do tempo humano?
VIRILIO: Sim, é preciso trabalhar sobre a natureza do poder da velocidade atualmente, porque a velocidade da luz é um absoluto e é o limite do tempo humano. Nós estamos no “tempo-máquina”; o tempo humano é sacrificado como os escravos eram sacrificados no culto solar de antigamente. Eu o digo, nós estamos num novo Iluminismo em que a velocidade da luz é um culto. É um poder absoluto que se esconde atrás do progresso, e é por isso que eu afirmo que a velocidade é a propaganda do progresso. Eu não tenho nada contra o progresso. Quando eu digo que é preciso “ir mais devagar”, alguns zombam de mim. Pensam que eu condeno a revolução dos transportes, dos trens, dos carros, dos aviões, que eu sou contra os computadores e contra a Internet. Não é nesse nível que as coisas estão em jogo...
(...)
Trecho da entrevista de Paul Virilio concedida ao Le Monde Diplomatique Brasil em 15/06/2011
terça-feira, 23 de junho de 2026
O filme "O dia D" do Spielberg não é para os críticos de arte, nem para os influencers digitais, nem para os consumidores, nem para os eruditos, nem para o público, nem para os técnicos da comunicação, nem para os inteligentes, nem para os ufólogos, nem para os espiritualistas, não é para ninguém.
Impassível, ele flutua sobre a Terra num círculo de fogo.
A.M.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
sábado, 20 de junho de 2026
A nossa sociedade ocidental contemporânea, apesar do seu progresso material, intelectual e político, dirige-se cada vez menos para a saúde mental, e tende a sabotar a segurança interior, a felicidade, a razão e a capacidade de amor no ser humano; tende a transformá-lo num autômato que paga o seu fracasso com as doenças mentais cada vez mais frequentes e desespero oculto sob um delírio pelo trabalho e pelo chamado prazer.
Aldous Huxley
quinta-feira, 18 de junho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
A DIFÍCIL TAREFA
O organismo físico-químico, visível, palpável e mensurável, é o objeto da medicina, onde ela de fato intervêm, e, caso obtenha êxito terapêutico (principalmente por isso), retira mais-valia de poder. No entanto, junto a esse organismo e fora da relação linear causa-efeito, funciona o corpo das intensidades livres. Não é visível, não é palpável, não é mensurável, nem segue os mapas fisiopatológicos vistos em exames por imagem. Distinto da consciência que sempre obedece ordens, ele não obedece, é rebelde e alterna com o organismo fluxos atuais e/ou antigos de afetos nômades. Tampouco é o corpo que a psicanálise entronizou como "a outra cena". São fluxos que impulsionam a vida, que são a vida : potências sem forma. Em face desse real estado de coisas, tal corpo traz grandes dificuldades à pesquisa. Como acessar algo que não se vê, não se toca nem se mede? É que na semiologia clínica há um "corpo que não aguenta mais" e que se expressa em sintomas álgicos (por exemplo, cefaléias crônicas - simbolismo do órgão?) , mas também como multiplicidade de sintomas que chamamos de angústia. Aqui não se trata de usar a psicanálise como doutrina ou método de trabalho, mas de "roubar" deste saber a hipótese de um inconsciente para além da representação de papai-mamãe. Um inconsciente "órfão, ateu e anarquista", inconsciente-corpo. Difícil a tarefa de mapeá-lo.
A.M
