Alumbramento
pode ser o fim da guerra
e o que faremos
depois
A.M.
Este blog busca problematizar a Realidade mediante a expressão de linhas múltiplas e signos dispersos.
A ENERGIA E A ERA INDUSTRIAL
O Fogo transforma as coisas, permite aos corpos entrarem em reação química, se dissolveram, se dilatarem, se fundirem ou se evaporarem e, evidentemente, permite ao combustível queimar com grandes desprendimentos de calor e de chamas. De tudo isso, que todos sabem e sabiam, o século XIX vai selecionar isto: a combustão liberta calor, e o calor pode provocar uma variação de volume, quer dizer, pode produzir um efeito mecânico. O fogo é capaz de fazer girar máquinas de um gênero novo, as máquinas térmicas que, nessa época, fazem surgir a sociedade industrial.
(...)
I. Prigogine e I. Stengers in A nova aliança
O QUE É UMA PSIQUIATRIA MENOR? - parte 2
É uma psiquiatria do desejo. Não o desejo como falta, carência, incompletude, mas o desejo como produção, produção de produção. É que o desejo quer sempre mais, novas conexões, outros desejos. Desejar o desejo, produzir desejo é o que lhe resta fazer.
Mas desejar não é fácil. Um trabalho imperceptível, talvez invisível, fabrica linhas da diferença em meio ao rumor dos tempos sombrios.
Mil disfarces são necessários à sua prática. A camuflagem torna-se uma função guerreira.
Uma psiquiatria menor vive nas e das intensidades poéticas da loucura, não da loucura-doença mas da loucura como experiência de abertura aos signos que vêm de fora.
Eles são os da Terra e dos corpos supliciados.
A ética só existe (a ser criada) como ato clínico na psicopatologia. Não há, pois, um código de ética pronto e juramentado como o da medicina. A referência é o paciente: uma vida.
Um paciente são multidões. Não há o indivíduo.
Uma psiquiatria menor só funciona no desejo, com o desejo e pelo desejo. Assim como a ética, o desejo não preexiste. Construi-lo dá trabalho.
A.M.
O abandono do lugar me abraçou de com força.
E atingiu meu olhar para toda a vida.
Tudo que conheci depois veio carregado de abandono.
Não havia no lugar nenhum caminho de fugir.
A gente se inventava de caminhos com as novas palavras.
A gente era como um pedaço de formiga no chão.
Por isso o nosso gosto era só de desver o mundo.
Manoel de Barros
RELIGIÃO?
Minha opinião acerca da religião é a mesma que a de Lucrécio. Considero-a como uma doença nascida do medo e como uma fonte de indizível sofrimento para a raça humana. Não posso, porém, negar que ela trouxe certas contribuições à civilização. Ajudou, nos primeiros tempos, a fixar o calendário, e levou os sacerdotes egípcios a registrar os eclipses com tal cuidado que, com o tempo, foram capazes de predizê-los. Estou pronto a reconhecer esses dois serviços, mas não tenho conhecimento de quaisquer outros.
Bertrand Russel in Trouxe a religião contribuições úteis à civilização?
COMBATE
QUAL TRANSTORNO MENTAL?
Não é bom psiquiatrizar a política. Sob tais condições e em face do poder médico (expresso pela linguagem técnica) o universo da política se torna opaco e distorcido em sua significação.
É uma má leitura.
No entanto, em situações extremas da geopolítica (como de agora) talvez seja útil a visão da psicopatologia clínica.
Ora, em escala planetária e via internet, a figura do Neo-Calígula com sua máquina bélica de puro horror, sugere três hipóteses diagnósticas:
A confirmar:
1- Transtorno específico da personalidade (paranoico)
CID - 10 : F.60. 0
2- Transtorno delirante persistente
CID 10 : F.22.8
3- Demência não especificada
CID 10 : F.03
A.M.