sábado, 7 de julho de 2012

philip   glass
tantas  vezes
raras vezes

tantas  vezes
raras vezes
philip  glass


A.M.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

EGBERTO GISMONTI - Dança dos escravos

RELIGIÃO MORTA

Minha opinião acerca da religião é a mesma de Lucrécio. Considero-a como uma doença nascida do medo e como uma fonte de indizível sofrimento para  a raça humana. Não posso, porém, negar que ela trouxe certas contribuições à civilização. Ajudou, nos primeiros tempos, a fixar o calendário, e levou os sacerdotes egípcios  a registrar os eclipses com tal cuidado que, com o tempo, foram capazes de predizê-los. Estou pronto a reconhecer esses dois serviços, mas não tenho conhecimento de quaisquer outros.
(...)
B. Russell - do livro Porque não sou cristão

Escola pública no Brasil
A DEPRESSÃO DOS TEMPOS QUE CORREM

O mau humor matinal, o mau humor da segunda-feira, o mau humor como traço de "personalidade", etc., são variações, modulações subjetivas. Não são doenças. Deste modo, o objetivo de traçar  diagnósticos  converge  para  uma clínica  interessada  na multiplicidade do fato psíquico e da relação do patológico com o não-patológico. É preciso sair do imperialismo psiquiátrico. Vimos acima que o humor é um conceito mal trabalhado pela psiquiatria. Em que  pese a sua  realidade clínica aberta, tornou-se serviçal propedêutico da psiquiatria biológica. Uma  secreção interna ou um somatório de  influências  externas  e internas?  Decerto é  experimentado na relação do paciente consigo mesmo e com o mundo.Trata-se de  uma vivência  concreta. Esta  é antes  de  tudo composta por territórios existenciais que mudam. Pode  ser  produzida,  exaltada ou rebaixada, assim como o humor. Formações de poder muitas  vezes  produzem-no  como euforia dançante para o  controle das massas  pela  felicidade. Todos  felizes!  . Então, a questão  passa  pelo que  está  fora, pela  exterioridade  dos   ditos  processos mentais. É evidente   que  o cérebro  pode  estar alterado. Negamos, contudo, que  1-  ele   torne  possível  uma  definição  única  do  humor; 2- o humor  tenha  uma  consistência substancial ou um lócus  cerebral ; 3-  suas alterações sejam apenas ou primariamente cerebrais. 4- a  hipotimia ou  a hipertimia  se  mostrem  como um a priori   patológico.
(...)
A.M.

THE BAD PLUS


SOMOS TODOS BIPOLARES

A alternância (ou oscilação) dos encontros (bons e/ou maus) faz a consistência do Real, ou mais precisamente, do Cotidiano no fulcro da condição humana. Este é o "script". No entanto, a psiquiatria biológica quer bipolarizar tudo e todos. Seus estabilizadores do humor estão em alta. Os devires estão em baixa.

A.M.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

TEXTO DE OSCAR WILDE

DEVIR-AMANTE,  DEVIR-LOUCURA,  DEVIR-ÁLCOOl...

(...) (...) Tentamos extrair do amor toda posse, toda identificação, para nos tornarmos capaz de amar. Tentamos extrair da loucura a vida que ela contém, odiando, ao mesmo tempo, os loucos que não param de fazer essa vida morrer, de voltá-la contra si mesma.Tentamos extrair do álcool a vida que ele contém, sem beber: a grande cena da embriaguez com água pura, em Henry Miller.
(...)
G. Deleuze e C. Parnet - do livro Diálogos

JUSTO VERÍSSIMO E OS POBRES


a alegria precede o prazer

A.M
UMA CLÍNICA ÓRFÃ

(...) (...) A luta pela diferença passa, então,  por  uma  rachadura no conceito de saúde mental. Feito isso, o espaço-tempo  de trabalho com o paciente alarga-se ao ponto de não  mais  pertencer  ao mercado da saúde mental e sim aos territórios  coletivos conquistados  no  encontro  com a  loucura. Muda o conceito de transtorno mental ou o de doença mental, como antes  era  chamado. Quem é  doente? O que é doença? Não há certezas. Esse fato é condição elementar  para desfazer  a saúde mental como organização da forma-Estado e substitui-la  por uma clínica  órfã  e   molecular, produzindo seus próprios códigos. Uma  outra semiótica  poderá   surgir dos problemas (sempre há)  que o paciente traz. O diagnóstico submete-se ao contexto  social  e   não o contrário. Acreditamos que, desse modo, os técnicos se farão aliados  de forças que  eles  mesmos  tornarão úteis em terapêuticas singulares. Ao pé  da letra, diríamos: servirão  ao  paciente  ou  nada  serão.
(...)
A.M

VIVALDI



POR QUE?

- Na sua  proposta,  há um uso insistente  do termo “subjetividade”. Por  quê?
- Na verdade,a subjetividade em Saúde Mental costuma ser considerada a  partir do que  a psiquiatria, enquanto  instituição hegemônica, estabeleceu. Ou seja, haveria   uma “subjetividade-doente mental”vista como  fato natural. Tudo  gira  em torno desta  premissa, inclusive  os  que  lidam com o paciente e o próprio paciente. Eles passam a ser  psiquiatrizados.  No entanto, outras  subjetividades existem, pelo  menos virtualmente, esperando apenas condições para se afirmarem. E tal  afirmação  só  virá com  práticas  sociais concretas.
(...)
A.M.