domingo, 3 de novembro de 2013

Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam.

Nelson Rodrigues

DMITRI DANISH


Uma grama de ação vale mais do que uma tonelada de teoria. 

Talvez a evolução superior dos arianos e dos semitas se deva à abundância de carne e leite em sua alimentação e, particularmente, pela benéfica influência desses alimentos no desenvolvimento das crianças. Com efeito, os índios 'pueblos' do Novo México, que se vêem reduzidos a uma alimentação quase exclusivamente vegetal, têm o cérebro menor que o dos índios da fase inferior da barbárie, que comem mais carne e mais peixe. Em todo caso, nessa fase desaparece, pouco a pouco, a antropofagia, que não sobrevive senão como um rito religioso, ou como sortilégio, o que dá quase no mesmo.

De acordo com a concepção materialista, o fator decisivo na história é, em última instância, a produção e a reprodução da vida imediata. Mas essa produção e essa reprodução são de dois tipos: de um lado, a produção de meios de existência, de produtos alimentícios, habitação, e instrumentos necessários para tudo isso; de outro lado, a produção do homem mesmo, a continuação da espécie. A ordem social em que vivem os homens de determinada época ou determinado país está condicionada por essas duas espécies de produção: pelo grau de desenvolvimento do trabalho, de um lado, e da família, do outro. Quanto menos desenvolvido é o trabalho, mais restrita é a quantidade de seus produtos e, por consequência, a riqueza da sociedade; com tanto maior força se manifesta a influência dominante dos laços de parentesco sobre o regime social.

Como o Estado nasceu da necessidade de conter o antagonismo das classes, e como, ao mesmo tempo, nasceu em meio ao conflito delas, é, por regra geral, o Estado da classe mais poderosa, da classe economicamente dominante, classe que, por intermédio dele, se converte também em classe politicamente dominante e adquire novos meios para a repressão e exploração da classe oprimida.

Quando for possível falar de liberdade, o Estado como tal deixará de existir.

Friedrich Engels

JOÃO DONATO - A rã


SEGUNDO DIA 25 

Estou muito completo de vazios
Meu órgão de morrer me predomina 
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Estou rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas.

Manoel de Barrros

RIZOMA


DEUS

É com seu próprio deus que as pessoas são mais desonestas: não lhe é permitido pecar. 

Nietzsche

sábado, 2 de novembro de 2013

BOLSA ISCA...


Nesta vida,
pode-se aprender três coisas de uma criança:
estar sempre alegre,
nunca ficar inativo
e chorar com força por tudo o que se quer.

Paulo Leminski

DIA DOS MORTOS


Tudo que eu não invento é falso

Manoel de Barros
ESPINOSISTAS

As perguntas das crianças são mal compreendidas enquanto não se enxerga nela perguntas-máquinas; donde a importância dos artigos indefinidos nessas questões (um ventre, uma criança, um cavalo, uma cadeira, "como é que uma pessoa é feita?"). O espinosismo é o devir-criança do filósofo.
(...)
G. Deleuze e F. Guattari in Mil Platôs

CHET BAKER - Time After Time