sábado, 4 de junho de 2016

Se assim aconteceu, assim está certo!

Fernando Pessoa

NEDERLANDS DANS THEATER II


ALI, SEMPRE

Considerado um dos maiores atletas de todos os tempos, Muhammad Ali morreu na madrugada deste sábado, nos Estados Unidos. Ele tinha 74 anos e estava internado em estado muito grave em um hospital de Phoenix (Arizona), onde deu entrada com problemas respiratórios. A morte foi confirmada por comunicado divulgado pela família do ex-campeão. Na noite de sexta, o porta-voz da família de Ali, Bob Gunnel, já havia informado que o ex-pugilista sentiu dificuldades ao respirar no no centro médico de Phoenix.
Muhammad Ali fez mais de 60 lutas profissionais em sua vitoriosa carreira. Com uma técnica impecável e uma resistência fora do comum, ele tornou-se uma lenda no mundo do boxe. Não só pelo seu talento em cima do ringue, mas também por uma postura política que não era comum em atletas de grande expressão.
(...)
Da Veja.com, 04/06/2016, 03:21 hs

sexta-feira, 3 de junho de 2016

SEM CHANCE

As relações humanas nunca funcionavam mesmo. Só as duas primeiras semanas tinham alguns "tchans"; a partir daí, os parceiros perdiam o interesse. Caiam as máscaras e as verdadeiras pessoas começavam a aflorar: maníacas, imbecis, dementes, vingativas, sádicas, assassinas.
(...)
Charles Bukowski

GRANDES ESCRITOS


Uma prece pelos rebeldes de coração enjaulados.

Tennessee Williams
DEMASIADO HUMANO

(...) (...) Ao que me parece, o PMDB compreendeu que o eixo do poder se deslocou e tratou de arrastá-lo de novo para sua posição original.
E recolocou, em outro nível, a pergunta tradicional: Quem fala com quem? Era preciso cativar os juízes do Supremo, seduzir os grandes órgãos da imprensa, só assim o poder se reinstalaria em Brasília e o País voltaria à normalidade. Tentativa também fracassada.
Um elemento interessante nessa luta permanente para recuperar o eixo do poder é a maneira como Lula, Sarney e o próprio Machado encaram o silêncio de alguns e o apoio popular à Lava Jato. Em vários momentos, usam a palavra covardia, lamentam que o avanço das forças de Curitiba não seja combatido por uma resistência nacional. Era como se os invasores fossem tomando o País e, ao invés de pedras e bomba, ganhassem aplausos e flores.
O velho Sarney sabe que nem tudo terminou e prevê um assalto final com a “metralhadora ponto 100”: a delação de Marcelo Odebrecht e dos executivos de sua empresa.
Quase nada ficará de pé. Neste momento, denunciar e punir talvez não tenham mais a urgência dos tempos que se encerram. Definidas as responsabilidades individuais, será possível explorar o campo do sistema político em que tudo aconteceu, e a fantástica reação humana diante de um mundo que desmorona.
Faltam ainda dezenas de gravações, depoimentos, acareações. Se o tempo permitir, voltarei a elas com uma curiosidade diferente. Não mais saber quem vai ou não ser preso.
O universo político brasileiro sofreu o impacto semelhante ao dos asteroides que destruíram os dinossauros. Mas como é diferente quando se trata da história humana. Os dinossauros não tiveram escolha, não buscaram o contato desesperado entre si, não delataram nem gravaram escondidos as conversas mais reservadas. Políticos são humanos. Muito humanos.

Fernando Gabeira, 03/06/2016

ORQUÍDEAS ETERNAS


A RODA DO TEMPO

(...) (...) Aécio vai mesmo precisar de muita serenidade. Terá de combinar o papel de investigado ao de principal vítima do processo de impeachment. Além de assistir à ascensão de Michel Temer ao trono que ambicionava, o grão-tucano foi deposto da condição de líder da oposição. Seu partido agora é linha auxiliar do governo.

São mesmo implacáveis os desígnios da política. Em outubro de 2014, seria internado como louco alguém que se arriscasse a prever a hipótese de que, em menos de dois anos, aquele Aécio que roçou a cadeira de presidente da República viraria um suspeito de corrupção e apoiador de um governo chefiado por Michel Temer, cercado de Lava Jato por todos os lados.

Do Blog do Josias de Souza,03/06/2016, 03:36 hs
Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária.
A estabelecer relações ordinárias. Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma.
(...)
Anaïs Nin

quinta-feira, 2 de junho de 2016

NELSON RODRIGUES

Abro o jornal na página errada
onde assoma um cidadão flácido e viscoso
abraçado a uma granfina com narinas de cadáver.
Em suas faces brilha o suor da volúpia.
Viro a página e lá está a loura desbotada
com um falso sorriso e um olhar paranóico.
Ela sabe que está marcada para morrer
apunhalada pelo cunhado.
E o Destino aquele fracassado
vai tombar em espasmos de humilhação
ao atravessar a rua e ser atropelado
por uma carrocinha de Chica-Bom.


Eudoro Augusto

LUIS GALLEGUILLOS


A MEDICINA CURA? (II)

Há dois eixos conceituais básicos necessários para uma análise da Medicina: 1- o epistemológico : a medicina tem como pressusposto teórico uma visão mecanicista (relação liear causa-efeito) do ser humano que se expressa na clínica do organismo vísivel (o corpo), objeto de intervenção e uso quando do exame, seja físico ou complementar (por imagens). 2- o institucional: a medicina é uma instituição ou forma social que se operacionaliza em técnicas interiorizadas subjetivamente por seus pacientes.O problema se coloca na medida em que ela funciona em aliança e apoio com outras intituições, tendo o capital como operador semiótico que aplastra formas de exitir em prol de uma medicalização generalizada: "Você já foi ao médico?" São, pois, apenas dois eixos conceituais ligados a outros eixos que discutiremos adiante. Mas não vai aqui uma invalidação dos serviços prestados por esse tão importante campo do saber-fazer humano. Ao contrário...

A.M.

ELIS & TOM - Inútil Passagem


quarta-feira, 1 de junho de 2016

O PROCESSO DE PRODUZIR MAIS VALIA

(...) (...) O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objetivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais valia).
(...)
K. Marx