quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher.

Woody Allen

CONFIRMADA PRIMEIRA DELAÇÃO PREMIADA DO CUNHA

Confira se seu nome está na lista

MEGADELAÇÃO

BRASÍLIA — Nos bastidores, parlamentares apostam que uma eventual delação de Eduardo Cunha poderá prejudicar mais de uma centena de deputados que ele ajudou durante sua ascensão de líder do PMDB a presidente da Casa.

Após não encontrá-lo, os agentes da PF foram ao apartamento funcional que ele ainda ocupava na Asa Sul, em Brasília. Eduardo Cunha já tinha uma mala preparada para uma eventual prisãoEx-presidente da Câmara, Eduardo Cunha é preso em Brasília

Nas redes sociais, prisão de Cunha não demorou a ser alvo de piadasPrisão de Cunha agita a internet e piadas dominam a rede

O deputado Paulinho da Força (SD-SP)Amigo de Cunha, Paulinho da Força não descarta delação
— Ele é um arquivo vivo — afirmou o líder do PR, Aelton de Freitas (MG).
(...)
Isabel Braga, O Globo, 20/102016, 08:22 hs





quarta-feira, 19 de outubro de 2016

MANABU MABE


DO NOVO ÍDOLO
Nalguns lugares ainda há povos e rebanhos, mas não entre nós, meus irmãos: entre nós há Estados.
Estados? O que é isso? Vamos! Apurai os ouvidos, porque agora vou falar-vos da morte dos povos.
Estado é o nome do mais frio de todos os monstros gelados. Aliás, ele mente de uma maneira fria e a mentira que sai da sua boca é esta: “Eu o Estado sou o Povo.”
Mentira! Eram criadores aqueles que criaram os povos e por cima deles suspenderam uma fé e um amor: deste modo serviam a vida.
São destruidores aqueles que armam ciladas à multidão e chamam a isso Estado: suspenderam por cima deles uma espada e cem cobiças.
No lugar onde ainda existe um povo, este não tolera o Estado e odeia-o como um mau-olhado, como um pecado contra os costumes e o direito.
Dou-vos este sinal: cada povo fala a sua língua acerca do bem e do mal: o vizinho não a compreende. Inventou a sua linguagem nos costumes e no direito.
Mas o Estado mente em todas as línguas acerca do bem e do mal; tudo o que ele diga é mentira- tudo o que ele tenha é roubo.
Nele tudo é falso: morde com dentes roubados, o cão malvado. Até as suas entranhas são falsas.
Confusão das línguas do bem e do mal: dou-vos este sinal como sinal do estado. Na verdade, este sinal quer dizer vontade de morte! Na verdade, ele chama os pregadores da morte!
Demasiados homens vêm ao mundo: o Estado foi inventado para os supérfluos!
Vede, pois, como os atrai, àqueles que estão a mais! Como ele os engole, os mastiga e os rumina!
Nada há maior do que eu sobre a terra: sou o dedo soberano de Deus- assim ruge o monstro. E não são unicamente os de grandes orelhas e de vista curta que se põem de joelhos!
Oh! Também a vós, almas grandes, ele murmura sombrias mentiras! Oh! Como ele adivinha os corações ricos que gostam de fazer prodigalidades!
Até mesmo a vós vos adivinha vencedores do velho deus! O combate fatigou-vos e agora essa fadiga serve para o novo ídolo!
Esse novo ídolo desejaria rodear-se de heróis e de homens honrados! Gostava de se aquecer ao sol da boa consciência- o frio monstro!
O novo ídolo dar-vos-á tudo se vós o adorais: é desse modo que compra o brilho da vossa virtude e o vosso olhar altivo.
Através de vós quer atrair aqueles que estão a mais! Trata-se da invenção duma marcha infernal, dum cavalo de batalha da morte tilintando sob os arreios das honras divinas!
De facto, é a invenção duma morte para a maioria, duma morte que se vangloria a si própria de ser a vida: na realidade, um serviço prestado a todos os pregadores da morte!
Dou o nome de Estado ao lugar em que todos, bons e maus, gostam de veneno: Estado, o lugar em que todos, bons e maus, se perdem a si mesmos; Estado, o lugar em que o lento suicídio de todos se chama “a vida”.
Vede, pois, esses que estão a mais! Apropriam-se das obras dos inventores e dos tesouros dos sábios. Chamam ao seu roubo cultura e tudo para eles se torna em doença e males.
Vede, pois, esses que estão a mais! Estão sempre doentes, vomitam a sua bílis, e a isso chamam jornal. Devoram-se uns aos outros e nem sequer se podem digerir.
Vede, pois, esses que estão a mais! Adquirem riquezas e só conseguem tornar-se mais pobres. Esses impotentes querem o poder e, antes de tudo o resto, a alavanca do poder, ou seja, muito dinheiro!
Vede-os trepar ágeis macacos! Sobem uns por cima dos outros e empurram-se para a lama e para o abismo.
Querem aproximar-se todos do trono: é essa a sua loucura- como se a felicidade estivesse no trono! Muitas vezes é a lama que está no trono ou então é o trono que assenta na lama. Aos meus olhos, são todos loucos, macacos trepadores e pessoas febris. O monstro frio, o seu ídolo, cheira mal: todos esses idólatras cheiram mal.
Quereis sufocar no meio das exalações das suas gargantas e dos seus apetites, meus irmãos? Mais vale quebrardes as janelas e saltardes para fora.
Evitai o mau cheiro! Afastai-vos da idolatria dos supérfluos!
Evitai o mau cheiro! Afastai-vos do fumo desses sacrifícios humanos!
Apesar de tudo, a terra agora ainda está livre para as grandes almas. Há ainda muitos lugares vazios para aqueles que estão sozinhos ou que têm a sua solidão a dois, lugares onde sopra o odor dos mares silenciosos.
Há ainda uma vida livre para as grandes almas. Na verdade, quem pouco possui também é pouco possuído: abençoada seja a pequena pobreza!
Precisamente onde termina o Estado começa o homem que não é supérfluo: aí começa o cântico dos que são necessários, a melodia única e incomparável.
Olhai bem, portanto, meus irmãos, para onde termina o Estado! Não vedes o arco-íris e a ponte do Super-Homem?
F. Nietzsche

E AGORA?


PRISÃO DE EDUARDO CUNHA: A FILA ANDA



Aprendi que o artista não vê apenas. Ele tem visões. A visão vem acompanhada de loucuras, de coisinhas à toa, de fantasias, de peraltagens. Eu vejo pouco. Uso mais ter visões. Nas visões vêm as imagens, todas as transfigurações. O poeta humaniza as coisas, o tempo, o vento. As coisas, como estão no mundo, de tanto vê-las nos dão tédio. Temos que arrumar novos comportamentos para as coisas. E a visão nos socorre desse mesmal.

Manoel de Barros
QUEM NÃO ASSISTIU

No segundo debate entre os Marcelos que disputam a prefeitura do Rio, levou a melhor o pedaço do eleitorado que não assistiu ao debate, privilegiando o travesseiro. Guiando-se por autocritérios, Freixo pode declarar-se vencedor. Crivella também pode se proclamar vitorioso. Mas a grande dúvida é a seguinte: quem vence um debate medíocre é melhor ou pior do quem perde?
(...)
Do Blog do Josias de Souza, 19/10/2016, 05:00 hs

terça-feira, 18 de outubro de 2016

MARCOS VALLE & STACEY KENT - Amando Demais


Os transtornos mentais não explicam nada. Eles é que devem ser explicados.

A.M.
INFERNO DAS PRISÕES
(...)
Há nos arquivos do Conselho Nacional de Justiça um sem-número de relatórios sobre os reflexos da omissão do poder público nos presídios. O fenômeno é nacional. E potencializa a ação das facções ciminosas. Abandonados pelo Estado, os presos ficam à mercê do crime organizado. Em troca de favores e de proteção, os condenados novos são obrigados a seguir diretrizes do crime, que os sentenciam a uma segunda pena: a criminalidade perpétua.
(...)
Do Blog do Josias de Souza,18/10/2016, 06:02 hs

18 DE OUTUBRO - DIA DO MÉDICO


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pensando bem, a religião nunca viu problemas em matar pessoas. Mais gente morreu em nome de Deus do que por outro motivo. Depende de quem manda e de quem morre!

George Carlin

CHRISTINA NGUYEN