sábado, 13 de agosto de 2011

PÂNICO


Paciente- Dr., eu sofro da síndrome  do pânico.
Psiquiatra- Eu também.

Paciente-Como? O Sr. também tem essa doença?
Psiquiatra -Sim, não posso ver um paciente. Entro em pânico...

Paciente- Fuuuuuuuuuui...
Psiquiatra-?!

A TERRA: UM CORPO VIVO


SÓCIO-PSICODRAMA NO SERVIÇO PÚBLICO - 6

Na 6 ª sessão do socio-psicodrama,dois temas surgiram e se impuseram. 1-A relação mãe-filha  e pai-filha; 2-o ressentimento. No primeiro, as linhas familiares sedentárias (molares) mostraram a clausura instituída e produzida pelo familiarismo da cultura. Algo que tem como efeito estar  prisioneira em sua própria casa ou ser  prisioneira de si mesma. No segundo, brotou a expressão do  ressentimento , afeto despotencializante   nutrindo estados depressivos  farmacologizados.O trabalho pratico (técnico) deu-se na superfície dos relatos de histórias trágicas e heróicas. Não houve, pois, utilização de técnicas mobilizadoras (dramatizações, etc). O simples falar,  num contexto de aceitação e compartilhamento grupal, foi suficiente para gerar um encontro intenso e mobilizador de novas percepções da realidade.

PARA ACABAR COM O JUIZO

O combate não é de modo algum a guerra. A guerra é somente o combate-contra, uma vontade de destruição, um juizo de Deus que converte a destruição em algo "justo". O juizo de Deus está a favor da guerra, e de modo algum do combate. (...) (...) O combate, ao contrário, é essa poderosa vitalidade não-orgânica que completa a força com a força e enriquece aquilo de que se apossa. O bebê apresenta essa vitalidade, querer-viver obstinado, cabeçudo, indomável, diferente de qualquer vida orgânica: com uma criancinha já se tem uma relação pessoal orgânica, mas não com o bebê, que concentra em sua pequenez a energia suficiente para arrebentar os paralelepípedos. Com o bebê só se tem relação afetiva, atlética, impessoal, vital. Não há dúvida que num bebê a vontade de potência se manifesta de maneira infinitamente mais precisa que no homem de guerra. Pois o bebê é combate, e o pequeno é a sede irredutível das forças, a prova mais reveladora das forças.

G. Deleuze - do livro Crítica e Clínica


CONEXÃO

o pensamento é como o Vampiro: não tem imagem 
no endereço www.sevcpensa.blogspot.com




você pensa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

QUEM NÃO TEM MEDO DA LOUCURA?

o artista
a mulher
a criança
o feiticeiro
o homem-de-rua
o nômade
o poeta
o criador
o revolucionário
o solitário
o traste
o alcoólatra
o amante
o vidente
o mestre
o sonhador
o jogador
o músico
o cientista menor


AMAZÔNIA

QUEM TEM MEDO DA LOUCURA?

o cientista erudito
o professor universitário
o psiquiatra biológico
o jovem estudante de psicologia
o padre
o policial
o médico
o homem normal moderno
o juiz
o homem de Estado
o advogado
o psicólogo
o tecnoburocrata
o político profissional
o empresário
o seguidor de Cartesius 
o crente
o psicanalista
o banqueiro
o militar
o educador... e mais... mais...


ESTRATÉGIA

A máscara ou artimanha são leis da natureza, portanto, algo mais do que uma máscara ou uma artimanha. A vida, no início, deve imitar a matéria para ser simplesmente possível. Uma força não sobreviveria, se, inicialmente, não tomasse emprestada a aparência das forças precedentes contra as quais luta.

G. Deleuze - em Nietszche e a filosofia

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DIANA KRALL - Love letters


MICROPOLÍTICA

-Libere a ação política de toda a forma de paranóia unitária e totalizante.

-Faça crescer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, antes que por submissão e hierarquização piramidal.

-Libere-se das velhas categorias do Negativo (a lei; o limite; a castração, a falta, a lacuna) que o pensamento ocidental por tanto tempo manteve sagrado enquanto forma de poder e modo de acesso à realidade. Prefira o que é positivo e múltiplo, a diferença à uniformidade, os fluxos às unidades, os agenciamentos móveis aos sistemas, considere que o que é produtivo não é sedentário, mas nômade.

-Não imagine que precise ser triste para ser militante, mesmo se a coisa que combatemos é abominável. É o elo do desejo à realidade (e não sua fuga nas formas de representação) que possui uma força revolucionária.

-Não utilize o pensamento para dar a uma prática política um valor de verdade; nem a ação política para desacreditar um pensamento, como se ele não fosse senão  pura especulação. Utilize a prática política como um intensificador do pensamento, e a análise como  um multiplicador das formas e dos domínios de intervenção da ação política.

-Não exija da política que ela restabeleça os "direitos" do indivíduo, tais como a filosofia os definiu. O indivíduo é o produto do poder. O que é preciso é "desindividualizar" pela multiplicação e pelo deslocamento, pelo agenciamento de combinações diferentes. O grupo não deve ser o elo orgânico que une indivíduos hierarquicamente, mas um constante gerador de "desindividualização".

-Não se apaixone pelo poder.


Michel Foucault -  extraído do  texto Anti-édipo: uma introdução à vida não-fascista

O que é isso?

Do  erotismo se pode dizer que é a aprovação da vida até na própria morte. Rigorosamente falando, esta fórmula não é uma definição, mas penso que ela dá o sentido do erotismo melhor do que qualquer outra.

G. Bataille - do livro  O erotismo

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CHICO ANÍSIO - MARANGUAPE

NÃO LEVE A SÉRIO

Ao ler (ou ouvir) o diagnóstico-sentença ou o diagnóstico-essência proferido pela psiquiatria, não considere o peso das instituições que fustigam por trás das palavras. É claro que isso não é fácil, mas tente não considerar o diagnóstico. Brinque muito seriamente com ele e faça o uso que melhor lhe aprouver...para criar linhas  da  diferença num mundo indiferenciado.Talvez pareça abstrato dizer assim, mas o diagnóstico psiquiátrico é que é abstrato. Etiologias obscuras fazem-no enunciados-atos de controle e classificação.

A. Moura - Linhas da diferença em psicopatologia

COPACABANA 1950