quinta-feira, 4 de junho de 2026

 O DESEJO  NÃO  É O PRAZER


Falando de desejo, não pensamos no prazer nem em suas festas. Certamente o prazer é agradável, certamente tendemos a ele com todas as nossas forças. Mas na forma mais amável ou mais indispensável, ele vem, antes, interromper o processo do desejo como constituição de um campo de imanência. Nada mais significativo do que a ideia de um prazer-descarga; obtido o prazer, se terá, ao menos, um pouco de tranquilidade antes que o desejo renasça: há muito ódio, ou medo em relação ao desejo, no culto do prazer. O prazer é assinalação do afeto, a afeição de uma pessoa ou de um sujeito, é o único meio para uma pessoa "se encontrar" no processo do desejo que vai além dela (...)  


G. Deleuze e Claire Parnet in Diálogos

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