segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Subjetividade nazi - fascista à brasileira


Pensar a formação histórico-patriarcal brasileira inscrita na Realidade é condição para compreender a subjetividade (ou subjetivação) atual.

Subjetivar o mundo objetivo e objetivar linhas subjetivas. Isso se equivale. É que não existe o indivíduo com um ser isolado, autônomo. 

Existem processos (linhas) existenciais com expressão prática  sócio-desejante.  Mil afetos.

Vêm da Itália ( 1922) e da Alemanha (1933) processos existenciais de base política que eram chamados de fascismo e nazismo

Apesar do fascismo e do nazismo terem sido derrotados na segunda guerra, os sentimentos que eles evocam sobrevivem. 

Com máscaras. 

Tais sentimentos se abrigam na chamada direita ou mais precisamente na extrema direita. Mas ninguém, óbvio, quer ser chamado de fascista e/ou nazista.

Eles habitam a Cloaca brasileira: católicos, evangélicos, liberais, empresários, conservadores e outros menos votados.


A.M.


sábado, 1 de novembro de 2025

The twilight zone 1x14 // Examination day - Legendado PT

LINGUAGEM  INGÊNUA

A escrita rizomática ( Deleuze/Guattari ) é uma escrita sem centro, sem tema fixo, sem razão e sem explicações a dar. É uma escrita em processo. Não busca reconhecimento e/ou salvação. Significa dizer que vive no tempo do inacabado e  se alimenta de intensidades móveis. Por fim, que é o meio, recolhe fluxos de signos da ética e da política. 

Isso a faz viver.


A.M.

Como combater o crime organizado?

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

A carne é triste depois da felação


A carne é triste depois da felação

Depois do sessenta-e-nove a carne é triste.

É areia, o prazer? Não há mais nada

Após esse tremor? Só esperar

Outra convulsão, outro prazer

tão fundo na aparência mas tão raso

na eletricidade do minuto?

Já dilui o orgasmo na lembrança

E gosma

escorre lentamente de tua vida


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

RIO: CIDADE AMALDIÇOADA - EDUARDO BUENO

O que é psiquiatria? (1)


A psiquiatria é uma especialidade médica surgida na França em fins do século XVIII. Ai se dá a passagem (conforme Pinel) dos asilos aos manicômios.

No entanto, sua origem mais longínqua remete à existência de asilos no século VII (cultura árabe) e no século XVI (ocupação árabe na Espanha). Desde então passam a ser chamados de hospícios e se espalham pela Europa.

Sendo assim, a origem da psiquiatria se confunde com a origem dos asilos, dos hospícios e dos manicômios. Tudo se prepara para encolher as mentes.

A lógica dos asilos é o DNA da psiquiatria.

Já o século XIX, chamado século dos manicômios, dá origem aos hospitais psiquiátricos conforme o modelo atual.

São conhecidas as agressões e os horrores perpretados contra pacientes nos manicômios desse século e ao longo do século XX. Foucault descreveu com detalhes as torturas científicas.

No Brasil, entre outros horrores, o hospital psiquiátrico de Barbacena (1903 a 1990)  é um registro histórico como modelo da barbárie consentida.

No período do estalinismo na União Soviética (1927/1957) presos políticos (quantos?) foram internados em hospitais psiquiátricos. 

No período da ditadura brasileira (1964/1979)  presos políticos (quantos?) foram internados em hospitais psiquiátricos.

A psiquiatria tem uma história pouco edificante.

No Brasil, veio a reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial. Diferentemente, no campo da medicina nunca houve alguma reforma cardiológica, pneumológica, nefrológica, etc.

De fato, trata-se de uma especialidade que pede  um método para além do biomédico.

A psiquiatria (psicopatologia) não dispõe de uma teoria dos afetos, apesar da extrema importância desse conceito para o trabalho clínico, ou seja, da gestação do vínculo com o paciente.

O paciente psiquiátrico muitas vezes não quer ser atendido pelo psiquiatra, sendo levado à força por familiares ou terceiros. Na clínica médica, não se tem notícia de tal recusa por vezes hostil e agressiva.

O objeto de pesquisa e intervenção clínica da psiquiatria é invisível, impalpável e abstrato. Chamado de “mente” , não há nada parecido em pesquisa médica. A mente não é o cérebro.

Nos hospitais psiquiátricos (ainda existem!) é muito comum pacientes fugirem. Por que fugiriam do tratamento? Em contraste, nos hospitais gerais (clínicos) isso não existe. Pelo menos, que se saiba.

A alta e a cura são dispositivos raros na psiquiatria clínica.

Sim, uma estranha especialidade essa.


A.M.

The Throw It To The Wind Suite

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Não, meu amigo, a realidade

partiu a corda,

e de forma alguma agradece

ser a nossa espada cotidiana

o bife mal passado

sobre a bomba aux champignons.

Fatigada fatigada

tão fatigada de nós todos!

Mesmo tu, meu amor,

a roda do universo,

tu que eu fiz de plumas e silêncio,

tu minha noite cintilante,

a realidade fatigou-se de ti.


Isabel Meyrelles

LENY ANDRADE - Rio que mora no mar

FASCISMO  :  VIVA A MORTE


A frase "Viva la Muerte!" ("Viva a Morte!") é um lema fascista que simboliza a ideologia de violência e o culto à morte inerentes a esse movimento. Não deve ser confundida com o fascismo como um conceito ideológico, que possui características mais amplas, mas a frase representa a sua face mais destrutiva. O fascismo é uma ideologia totalitária, ultranacionalista e antidemocrática que prega a violência, a supressão de opositores e a valorização do Estado acima do indivíduo. 

Significado e origem da frase

A frase "Viva la Muerte!" se tornou notória durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), adotada pela Legião Espanhola, uma força militar nacionalista e fascista.

Ela encapsula a crença fascista de que a morte em combate é a maior honra e o destino final para purificar a nação de supostos inimigos e fraquezas.

Essa mentalidade reflete a glorificação da guerra, do sacrifício e do heroísmo que define a cultura política fascista. 

Características do fascismo

Totalitarismo e autoritarismo: O fascismo promove um Estado totalitário, onde o poder se concentra em um líder supremo e único, que controla todos os aspectos da vida pública e privada dos cidadãos.

Ultraconservadorismo e ultranacionalismo: O fascismo se opõe a ideias modernas, como o Iluminismo, e prega um ultranacionalismo que exalta a suposta superioridade da nação. Propaga a noção de que a nação, seus valores e sua história são superiores aos de outros povos.

Violência e agressividade: O fascismo usa a violência como ferramenta política para calar opositores, intimidar minorias e manter o controle da sociedade. O lema "Viva la Muerte!" é a representação máxima dessa agressividade.

Antiliberalismo, anticomunismo e antissocialismo: O fascismo se opõe fortemente a ideologias de esquerda, como o comunismo e o socialismo, e rejeita o liberalismo político e econômico, priorizando a intervenção estatal.

Segregacionismo e racismo: Muitos movimentos fascistas promovem o ódio e a perseguição de grupos minoritários, como judeus, etnias e minorias sexuais, visando a suposta pureza da nação. 

O fascismo como ameaça à democracia e aos direitos humanos. 

A ideologia fascista representa uma ameaça direta à liberdade, à democracia e aos direitos humanos. A história dos regimes fascistas do século XX, incluindo o nazismo, é marcada por genocídios, guerras e atrocidades que resultaram na morte de milhões de pessoas. 

Ao exaltar a morte e a violência como virtudes, a ideologia fascista promove uma cultura de terror e exclusão, contrária aos princípios de respeito, diversidade e igualdade de uma sociedade democrática.

Visão geral criada pela IA



As Sufragistas - Trailer

A religião convenceu as pessoas de que existe um homem invisível morando no céu, que vê tudo que você faz, todo dia, a todo instante. E esse homem-invisível criou uma lista de 10 coisas que ele não quer que você faça. Se você fizer uma dessas 10 coisas, ele tem um lugar especial cheio de fogo, fumaça, ardor, tortura e angústia para onde ele te envia para sofrer e se queimar e se sufocar e gritar e chorar para todo o sempre até o fim dos tempos... mas ele te ama! Ele te ama e precisa de dinheiro!


George Carlin

terça-feira, 28 de outubro de 2025

NO RIO, GAZA

 

Efeitos da extrema direita no Rio

A SOLIDÃO DO ESCREVER


Quando escrever é descobrir o interminável, o escritor que entra nessa região não se supera na direção do universal. Não caminha para um mundo mais seguro, mais belo, mais justificado, onde tudo se ordenaria segundo a claridade de um dia justo. Não descobre a bela linguagem que fala honrosamente para todos. O que fala nele é uma decorrência do fato de que de uma maneira ou de outra, já não é ele mesmo, já não é ninguém. O "Ele" que toma o lugar do "Eu", eis a solidão que sobrevêm ao escritor por intermédio da obra.

(...)

M. Blanchot - in O espaço literário