O EXTERMÍNIO DA ALMA
A alma não é o eu nem o cérebro. Este é objeto de neurocientistas, neuro-cirurgiões finos, neuro-clínicos, alvo e vítima da necro-psiquiatria. Mas a alma também não é a das religiões. Ela pertence à natureza: trata-se da sua expressão ampliada sem fim, "linha de fuga do vôo da bruxa" (D/G). Isso assusta as caixas individuais subjetivas em linhas de montagem da indústria planetária. Assim as máquinas sociais da modernidade (visíveis ou não) fizeram da alma uma coisa manipulável. Segundo Marx isso atinge requintes de micro-tortura coletiva: o destino da humanidade. Uma Terra sem alma, globalizada, controlada, inteiramente livre para odiar.
A.M.
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