quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

CORPO


Pompas e pompas, pompas soberanas

Majestade serene da escultura

A chama da suprema formosura,

A opulência das púrpuras romanas.


As formas imortais, claras e ufanas,

Da graça grega, da beleza pura,

Resplendem na arcangélica brancura

Desse teu corpo de emoções profanas.


Cantam as infinitas nostalgias,

Os mistérios do Amor, melancolias,

Todo o perfume de eras apagadas...


E as águias da paixão, brancas, radiantes,

Voam, revoam, de asas palpitantes,

No esplendor do teu corpo arrebatadas!


Cruz e Sousa

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