segunda-feira, 29 de junho de 2026

O TEMPO NÃO VOLTA

O movimento do capital é o da consistência das relações sociais. São fluxos de toda ordem que se expressam no cotidiano das pessoas. Estas se inserem no desempenho de papéis e funções, sendo o trabalho um dos meios por excelência para "medi-las". A família seria outro. Ora, tal consistência subjetiva (e objetiva) é o que estabelece condições para alguém dizer "estou vivo". Isso foi sendo instaurado na história das relações sociais de produção, fato que Marx já registra em 1844 nos seus "Manuscritos econômicos e filosóficos". Dito de outro modo, as relações humanas, ou mais profundamente, a condição humana ( o que é o "humano ?") foi sendo moldada e produzida (até os nossos dias) pelo sistema do capital como mega-máquina em escala planetária ao reduzir as sociedades a um significante único: o capital.  Tornou-se ridículo falar em vida "espiritual". Num mundo convertido a condições materiais e semióticas aparentemente eternas,  o fenômeno da nostalgia social dos "bons tempos" surge como uma espécie de arcaísmo: é o caso do futebol brasileiro atualmente jogado e o efeito melancólico sobre a torcida.


A.M. 

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