sexta-feira, 4 de outubro de 2013

CATATONIA

Não demonizar a psiquiatria. Não desenvolver com ela uma relação persecutória. Não fazer uma crítica piedosa, reativa, ressentida. Não se dobrar ao poder psiquiátrico, nem tampouco  reproduzi-lo. Não personalizar a crítica, não focá-la no psiquiatra. Não cair  no jogo das identidades profissionais. Não se nivelar éticamente, políticamente, estéticamente, clinicamente, à psiquiatria. Não falar mal da psiquiatria, não comentar  nem mesmo  sobre a  sua  monumental ignorância teórica. Apesar de tudo, fazer psiquiatria, fazer uma psiquiatria do Encontro e não do Exame. Produzir sensibilidades  aberrantes, ações de libertação da Diferença...

A.M.

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