Confrontos deixam dezenas de mortos no Egito no Dia da Ira
Depois de um Dia de Ira, que terminou com a morte de mais de cem pessoas no Egito, a Irmandade Muçulmana deu por encerrada a jornada de protestos contra a remoção de dois acampamentos de manifestantes na última quarta-feira. Apesar disso, tiros continuavam a ser ouvidos durante a noite. A marcha, que deve durar uma semana, foi marcada por tiros e bombas de gás lacrimogêneo contra milhares de partidários do presidente deposto Mohamed Mursi numa Cairo repleta de tanques e sobrevoada por helicópteros.
As forças de segurança egípcias reforçaram a proteção de “instalações vitais” e vários pontos da capital, incluindo todos os acessos à emblemática Praça Tahrir e pontes sobre o rio Nilo. A maior parte das mortes aconteceu no Cairo, mas vítimas também foram registradas em Alexandria, Ismaília, Damietta e Fayoum. No fim do dia, entrou em vigor o toque de recolher, enquanto manifestantes ainda estavam nas ruas. Na quarta-feira, 638 foram mortas em um massacre promovido por forças de segurança contra manifestantes em dois acampamentos islâmicos.
(...)
Fonte : O Globo, 16/08/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário