domingo, 8 de setembro de 2013


    Oh estações, oh castelos!
Que alma é sem defeitos?

Eu estudei a alta magia
Do Amor, que nunca sacia.

Saúdo-te toda vez
Que canta o galo gaulês.

Ah! Não terei mais desejos:
Perdi a vida em gracejos.
Tomou-me corpo e alento,
E dispersou meus pensamentos.

    Ó estações, ó castelos!

Quando tu partires, enfim
Nada restará de mim.

    Ó estações, ó castelos!


A. Rimbaud

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