domingo, 10 de novembro de 2013

NEUROMANIA ERUDITA

(...) Ensinar  psicopatologia  é  não ensinar  a antiga-atual  psiquiatria biológica. Há pouco a dizer, exceto que  o assassinato da psicopatologia  se avizinha na velocidade de um tempo cibernético. Não ensinar essa  psicopatologia porque ela não  problematiza os signos da clínica e reduz a expressão do paciente a falas e comportamentos padronizados em tabelas, gráficos e índices de normalidade. A loucura como experiência do mundo foi denegada e reduzida a significantes   justapostos (cérebro e comportamento) que obedecem a métodos de pesquisa  tão mais refinados quanto distantes dos afetos. Então, o ensino  tornou-se ressequido em métodos cognitivistas  e sintomas cerebrais  que os  referendam. Uma doutrina sectária se afirma sob o conforto da técnica  e o  prestígio   da ciência. 
(...)
A.M.

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