domingo, 4 de maio de 2014

NADA PESSOAL

De fato,o paciente não é uma "pessoa". Ninguém é. Trata-se de um conceito produzido pelo cristianismo (pessoa humana) e que o capital adornou com tecnologias sedutoras. Longa história... de uma Forma estável, de onde, por exemplo, surgem elementos subjetivos prontos para o adestramento social. Ora, uma "clínica da diferença" maquina a dissolução de tal pessoa, substituindo-a por multiplicidades pulsantes. O que seria isso? Tarefa difícil, pois a medicalização, entronizada como verdade da Saúde, exibe garras mansas. Mesmo psicoterapias reproduzem a medicina dos sintomas. Qualquer linha teórica...(qualquer mesmo!), umas mais cínicas, outras menos... no entanto, como traçar linhas impessoais?

A.M.  

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