SOBRE O TEMPO
A questão da pesquisa do tempo é essencialmente filosófica. Deste modo o tempo é antes de tudo o que estabelece condições reais aos modos de existência (ou de subjetivação). É o tempo da duração (Bergson) e não o tempo espacializado, de onde a ciência retira critérios para uma vida regrada, normatizada, cronometrada. Ao contrário, se o tempo é criação ou não é nada, conforme H. Bergson disse, ele é puro afeto, intensidade, aquilo que não pode ser medido, exceto para a ordem social firmar seus valores, normas e limites. Num processo de terapia o modelo do tempo espacializado tende, sem que se note, a paralisar o desejo.
A.M.
Há tempo pra tudo debaixo do sol…
ResponderExcluirEclesiastes 3.