quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ADORÁVEL SERVIDÃO

(....)  Maquinar o sentido é fabricar o sentido. A vivência dessa máquina é  a própria  subjetivação. Os modos de subjetivação são vivências que constituem a clínica na hora do Encontro. No contexto social  e grupal, as vivências são dadas como relações sociais. O paciente traz  os seus problemas (ou os trazem  para ele) numa produção que  já  vem inserida nas  instituições. Dir-se-ia que o próprio paciente é um produto marcado como natural, de onde o sentimento do eu recolhe motivos, (a “queixa principal” da anamnese médica ) para viver como portador de transtorno mental. O desejo desliza e se produz nas linhas sedentárias do “ser-paciente”. O contexto é o das formações capilares, micro-formações de poder imperceptíveis ao senso comum. A chamada mente adquire, assim, um caráter substancialista, sendo decalcada do cérebro. Por extensão, a subjetividade endurece seus contornos neuro-fisiológicos, respondendo ao discurso técnico com um território previamente constituído. O paciente  diz  amém...  
(...)
A.M.

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