sexta-feira, 16 de agosto de 2013

AGENCIAR O DESEJO

(...) O sonho da representação é  estancar os  devires. Delirar é um processo cujo combustível é  o desejo-produção. Ele explode os esquemas físico-químicos (que remédio prescrever?), familiaristas (quem é o culpado?), dilemas da consciência (ser ou não ser?) ou as vicissitudes  do eu (quem sou?). Assim, o pensamento como cognição é muito pobre para se fazer chegar à subjetividade dita patológica. No entanto, a psiquiatria atual se serve dele numa Axiomática conectada ao modo de produção capitalista. É uma aliança embutida na fraseologia do especialismo. Desaparecem as possibilidades de pensar diferente porque  o pensamento está dado como cognição redundante do real. A psiquiatria não mais se pergunta o que é o real, de que real se trata. Gigantesco narcisismo, ela é o próprio real.
(...)
A.M.

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