quinta-feira, 11 de abril de 2013


"Invejo a burrice, porque é eterna".

Nelson Rodrigues

Um comentário:

  1. Vou explicar melhor. Acho que posso ser mais claro. Entendam uma coisa: a sabe da diferença está em Bergson, e não em Deleuze. Deleuze, como grande filósofo, pôde captar linhas bergsonianas e transformá-las a seus modo. Mas, chega dessa onda. Vamos falar EM TERMOS PRÁTICOS, que é o que falta. EM TERMOS PRÁTICOS, vejamos um exemplo. Você, caro leitor, tem um filho, que é casado com uma mulher, ambos trabalham, mas seu filho ganha mais do que ela. De repente, ele compra uma casa. Você, pai ou mãe, escreve um email: "Parabéns, meu filho, pela sua autonomia financeira individual." Isto é, afirma o "mérito próprio". Mas, percebam que está em jogo muitas variáveis de "quantidade" - aplicando a filosofia bergsoniana - no caso, como, por exemplo, uma principal: "SE A ESPOSA DO SEU FILHO ESTIVESSE EXPLORANDO ELE, POSSIVELMENTE ELE NÃO COMPRARIA A TAL CASA." Ainda há outras, como, por exemplo, se os pais tivessem ajudado, talvez isso tivesse ocorrido antes. E por aí vai. Enfim, poderíamos enumerar uma série de QUANTIDADES INFINITESIMAIS que ligam o fato a uma determinada realidade. Todavia, a QUALIDADE se relaciona com essas QUANTIDADES quando se percebe que o FILHO É UM EXTENSÃO DE MIM. Portanto, toda a série de quantidades se referem a essas extensão, que eu atribuí ao mérito próprio, enxergando apenas o que eu queria ver, as variáveis inclinadas para o "mérito próprio": FOI MEU FILHO QUE CONSEGUIU ISSO. NÃO FOI O FILHO DE NINGUÉM. FOI O MEU FILHO!!! E aí seguem os desdobramentos. Portanto, a diferença jamais estaria aí. A diferença não está no Capitalismo. Nunca. Ela não pode conviver com o Capitalismo porque a sede do próprio é a COMPETIÇÃO. Ele se aproveita da competitividade humana para criar sempre relações desiguais, não por natureza, mas socialmente. Essa desigualdade social produz a crueldade - mesmo as pequenas - diária que estamos acostumados a assistir de camarote.

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