domingo, 14 de dezembro de 2014

Ah! Toda a Alma num cárcere anda presa, 
soluçando nas trevas, entre as grades 
do calabouço olhando imensidades, 
mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza 
quando a alma entre grilhões as liberdades
sonha e sonhando, as imortalidades 
rasga no etéreo Espaço da Pureza.

Ó almas presas, mudas e fechadas 
nas prisões colossais e abandonadas, 
da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves 
para abrir-vos as portas do Mistério?!

Cruz e Sousa

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