Crepúsculo do Inverno
Zeus escuros de metal
Nas vermelhas revoadas
passam gralhas esfaimadas
sobre um parque fantasmal
Rompe um raio glacial
ante pragas infernais
giram gralhas vesperais;
sete pousam no total.
Na carniça desigual,
bicos ceifam em segredo.
Casa mudas metem medo;
brilha a sala teatral.
Ponte, igrejas, hospital
hórridos na luz exangue.
Linhos grávidos de sangue
incham velas no canal.
Georg Trakl
(Trad. Marco Lucchesi)
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