sábado, 22 de julho de 2017

GUERRA E POLÍTICA

Sou contra a inteligência militar, não sou contra os homens de guerra. Por quê? Porque eu os conheci, eles são a mesma coisa. Numa briga, não existe diferença entre um membro de um sindicato, um pobre sargento, ou um oficial de baixo escalão (deixemos de lado os oficiais de alto escalão; afinal há uma questão de responsabilidades). Quer saibam, ou não, eles são dominados pela máquina-de-guerra. Assim, minha oposição à guerra é uma oposição à essência da guerra na tecnologia, na sociedade, na filosofia da tecnologia, etc (...) Minha oposição não é uma oposição aos homens (...) não tenho reflexo racista. (...) Não sou contra os militares como as pessoas são contra os padres; sou contra a inteligência da guerra que escapa do político. 
(...)

Paul Virilio, 1986

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