sexta-feira, 21 de julho de 2017

TRANSTORNO DO HUMOR


A alegria subverte a  clínica. E não é maníaca, tampouco faz o par alternante com a depressão. A alegria é o combustível da produção desejante de territórios  existenciais. Ela se espraia para além de duas pessoas ( por exemplo, o técnico e o paciente) que  se olham (por que?) sob uma linha de verticalidade hierárquica. Há algo mais. Nada a ver com o efeito fluoxetínico da psiquiatria biológica. Já sofremos demais. A alegria não se reduz à adequação do paciente ao meio social. Se há ou haverá uma revolução, ela é a Alegria, a força maior. Desse modo, a equação “bom comportamento=saúde mental” pode e deve ser substituída pela da “potência= alegria=produção de mundos”. Este é o poema.
(...)

A.M. in Trair a Psiquiatria

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