O "Você Mesmo", o "Si Mesmo", o "Si Próprio", todos são discursos que fazem parte de um mesmo eixo prático: o ego. Mais uma vez, Bergson!!! Bergson já falava da diferença entre quantidade e qualidade, sendo que a relação entre ambos não está no plano da diferença, embora se assemelhe com tal. Isto é, esse discurso é tão prejudicial à diferença quanto o discurso das Neurociências. Quando se diz "O discurso da neurociência é impecável", a mesma lógica vale para esses discursos, que tem por base original o "mérito próprio". Perceba que mesmo os cristãos, com todos os defeitos que lhe podem ser atribuídos, descobriram a falha do "mérito próprio". É por isso que acreditam em Deus e falam mais com este OUTRO do que consigo próprio. Foucault já falava das "práticas de si" e dos seus efeitos. Não cabe aprofundar as coisas em comentários. Mas, se se enxerga o "mérito individual", não há saída, basta olhar o estilo de vida, o modo de agir que se confunde com a diferença, mas não é, e não é porque não adentra na diferença senão para colher efeitos para si próprio, ou para enxergar o que quer, como um capitalista mesmo. Afinal, capitalistas não são somente os industriais de grande categoria. O "rol" do capitalismo é extenso e já escrevi isso certa vez. Por exemplo, o professor universitário que se aproveita das idéias do aluno para se promover e, nas publicações, oculta o valor do aluno, está dentro deste preceito. Ele é "doutor", tudo bem, mas um "doutor" que conseguiu tudo por "mérito próprio".
É que, mais uma vez, as pessoas não entendem direito as coisas. Vejamos a célebre frase de Bergson: "A qualidade é a quantidade de amanhã." Aí, as pessoas pegam somente a qualidade e a quantidade e transformam isso em diferença, quando, o que está verdadeiramente em jogo é o AMANHÃ. Pois, o que revela a diferença é a duração, e não os outros dois elementos da frase.
O "Você Mesmo", o "Si Mesmo", o "Si Próprio", todos são discursos que fazem parte de um mesmo eixo prático: o ego. Mais uma vez, Bergson!!! Bergson já falava da diferença entre quantidade e qualidade, sendo que a relação entre ambos não está no plano da diferença, embora se assemelhe com tal. Isto é, esse discurso é tão prejudicial à diferença quanto o discurso das Neurociências. Quando se diz "O discurso da neurociência é impecável", a mesma lógica vale para esses discursos, que tem por base original o "mérito próprio". Perceba que mesmo os cristãos, com todos os defeitos que lhe podem ser atribuídos, descobriram a falha do "mérito próprio". É por isso que acreditam em Deus e falam mais com este OUTRO do que consigo próprio. Foucault já falava das "práticas de si" e dos seus efeitos. Não cabe aprofundar as coisas em comentários. Mas, se se enxerga o "mérito individual", não há saída, basta olhar o estilo de vida, o modo de agir que se confunde com a diferença, mas não é, e não é porque não adentra na diferença senão para colher efeitos para si próprio, ou para enxergar o que quer, como um capitalista mesmo. Afinal, capitalistas não são somente os industriais de grande categoria. O "rol" do capitalismo é extenso e já escrevi isso certa vez. Por exemplo, o professor universitário que se aproveita das idéias do aluno para se promover e, nas publicações, oculta o valor do aluno, está dentro deste preceito. Ele é "doutor", tudo bem, mas um "doutor" que conseguiu tudo por "mérito próprio".
ResponderExcluirÉ que, mais uma vez, as pessoas não entendem direito as coisas. Vejamos a célebre frase de Bergson: "A qualidade é a quantidade de amanhã." Aí, as pessoas pegam somente a qualidade e a quantidade e transformam isso em diferença, quando, o que está verdadeiramente em jogo é o AMANHÃ. Pois, o que revela a diferença é a duração, e não os outros dois elementos da frase.
ResponderExcluir