quinta-feira, 3 de abril de 2014

A ALMA DO CÉREBRO

O nosso teatro é o da crueldade, mesmo que  não sejamos competentes para  tanto. O contato com a vida, no que  ela possui de mais radical, é coisa da clínica. Ou então a clínica  será um monumento à covardia. Os psiquiatras, em geral, se  refugiam em corporações.  Conversam com seus pares, alimentam redundâncias exaustas. Haldolizam os afetos, as linhas de fuga do desejo. Mantém um teatro da  representação onde a política tem o Estado como centro decisório. Adotam um neuro-humanismo espúrio e dizem amén às forças do anti-devir. Tudo dentro de lei, é claro.
(...)
A.M. in Trair a psiquiatria

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