HORROR AO DESEJO
(....)
Ao mesmo tempo em que a violência de gênero está pautando novelas, estes registros não param de crescer. Ativistas feministas são perseguidas e ameaçadas. De morte, inclusive. Gabriela Manssur, promotora que atua no Ministério Público de São Paulo em defesa dos direitos das mulheres, diz que os casos de perseguições a mulheres estão aumentando. "Mas nunca foi feita esta estatística", diz ela. "Tem uma ativista que está inclusive indo embora do país por causa da perseguição".
Um dos casos mais emblemáticos é de Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e autora do blog Escreva, Lola, escreva. Ela já sofreu diversas ameaças de morte e de estupro simplesmente por ser feminista. Em cinco anos, já registrou 11 boletins de ocorrência, o último, em abril deste ano."As ameaças saem de uma quadrilha organizada", diz ela. "Eles perseguem não só a mim, mas a minhas leitoras e até as minhas advogadas", conta. No ano passado, Lola conta que o reitor da universidade onde ela trabalha recebeu um e-mail com uma ameaça: se não a exonerasse, haveria um atentado na UFC. "No texto diziam que ou ele despedia esta 'porca imunda', se referindo a mim, ou passaria uma semana recolhendo corpos de 300 cadáveres", conta ela. A Polícia Federal entrou na jogada. Até o momento nada foi descoberto.
Para Gabriela Manssur, apesar das tentativas de censura, o movimento feminista não tem volta. “As mulheres não estão mais aceitando a diminuição dos direitos por elas conquistados e que são fruto de uma luta feminista de muito tempo”, diz. Ela acredita, porém, que os movimentos retrógrados e o movimento feminista se retroalimentam. “Estamos vivendo sim uma onda de retrocesso em que há um conservadorismo muito grande, talvez até em resposta a esta autonomia que as mulheres conquistaram”. Lola Aronovich concorda. "Os ataques pioraram", diz. "Depois da eleição de Trump e agora com a consolidação da candidatura de Bolsonaro, as coisas tendem a piorar ainda mais".
(...)
Marina Rossi, El País, São Paulo, 02/11/2017, 10:48 hs
Não gosto dessa palavra "Feminismo". Sou feminina isso sim! Respeitada e respeitando. Essas tais feministas são extremamentes radicais e mentirosas! Cuidado com elas!
ResponderExcluirAs mulheres machistas se dizem somente femininas, essas mulheres tem Hoooorror a qualquer tipo de expressão que se origina da alma...
ResponderExcluirE aí, podemos radicalizar as mulheres machistas...?
Sou feminina! Machista não!Adoro qualquer expressão que se origina da alma...até porque sou uma artista!
ResponderExcluir