quinta-feira, 10 de abril de 2014

ÓTICA DA DIFERENÇA

(...)  A psicopatologia da  diferença   busca,  então, atuar  em linhas existenciais desprezadas  pela  razão.  Lida com o incurável, o imprestável, e com  discursos  submetidos  às formações de poder. Requer um desejo  não apoiado na realidade objetiva pois o desejo é a  própria realidade objetiva. No universo  sedutor-violento do capital, a aposta num trabalho com pacientes graves capta o ritmo das  canções  sem  dono. Tudo  é impessoal e coletivo. O Caps torna-se, então, a  procura   de saídas não cadastradas pela psiquiatria canônica. A  ótica  da  diferença é  o  novo.  A ética  precede  a técnica.
(...)
A.M.

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