O QUE É VIVER?
O exercício de pensar é difícil e perigoso. Aqui não falamos de cognição. Falamos em "seguir a linha de fuga do vôo da bruxa" (Deleuze-Guattari), rachadura nos mistérios da Terra. Essa é a nossa realidade não Una, e sim, múltipla, composta por multiplicidades que se fazem e se desfazem num movimento perpétuo e irreversível: o Tempo! Ao contrário da imagem dogmática do pensamento, a que concebe a filosofia como uma espécie de viagem imaginária, devaneio,sonho ou fantasia, a diferença traça suas linhas de criação no próprio risco de criar uma nova terra, sempre uma nova terra. Ora, só se sabe o objeto da criação após ele ter sido criado, inventado. Isso é tão óbvio que passa despercebido pelo homem comum, cidadão moderno, já que ele funciona num meio tecnicamente útil para o rechaço ao perigo de pensar. Qual seria esse perigo? Simples e assustador: desmontar as estruturas sociais que submetem a vida a um regime de escravidão milenar consentida e instituída como Sentido.
A.M.
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