terça-feira, 3 de outubro de 2017

POÉTICAS DO ACASO

Não falamos de poetas, nem falamos de poesia. Falamos de uma poética, de poéticas espalhadas e espelhadas pelo mundo, à espera de que sejam libertadas dos porões formais da carcaça humana. Construir poéticas é injetar no inumano a máxima intensidade possível. Os chamados grandes poetas são na verdade menores e inumanos ("grande só o menor"), partículas do universo infinito que fulguram em cada um de nós. Somos seus co-autores na aventura da escrita-movimento, a que frequenta e satura os átomos do mundo.


A.M.

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