A criança interior é um personagem fictício produzido por uma ideologia e introduzido na memória da pessoa. É como um vírus de computador. Seu resultado final é suprimir, distorcer e, no fim, ser até apagado da memória.
Uma coisa similar acontece quando aceitamos ou, como dizem eles, internalizamos um diagnóstico. Um terapeuta convenceu minha amiga Jean de que o pai dela era narcisista, e desde então ela interpreta sua relação com ele, passada e presente, como narcisista.
J. Hillman e M. Ventura - do livro Cem anos de psicoterapia... e o mundo está cada vez pior
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