MILLERIANAS
(...) (...) A condição de homem civilizado é uma condição ignóbil. Ele canta seu canto de cisne sem ter a alegria de ser cisne. Ele foi esgotado por sua inteligência. Acorrentado, estrangulado e mutilado por suas próprias convenções. Atolado em sua arte, sufocado por sua religião, paralisado pela sabedoria. O que ele exalta não é a vida, pois ele perdeu o ritmo da vida, mas a morte. Aquilo a que ele devota um culto é podridão e putrefação. Suas instituições estão em decadência, seu cérebro está doente. Todo o organismo da sociedade está infectado. O próprio homem é uma doença.
(...)
Henry Miller
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