sexta-feira, 5 de agosto de 2016

DROGA

Quando o psiquiatra prescreve uma droga, ele vai junto com a droga, dissolvido nela, adentrando ao universo subjetivo do paciente. Chamamos de “universo subjetivo” o corpo intensivo que produz um mundo, mesmo que seja produção de destruição, como no caso das depressões. Na clínica, já que o médico, como figura simbólica, é o comprimido, ele constitui o paciente como modo farmacológico de subjetivação. Esse fato começa a ser danoso quando o paciente é reduzido a uma boca que consome drágeas em horários posológicos.

A.M.

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