quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

SEM CONSCIÊNCIA

(...) (...) A  consciência em psicopatologia captura  o paciente como  ser responsável. Este é o ponto de inflexão da clínica psiquiátrica no sentido de obter motivos para intervir com os fármacos. Persiste o julgamento do paciente encoberto pela razão científica. Tal situação é derivada da concepção dualística. Mente de um lado, corpo do outro. Ora, a consciência é menos a  causa e mais a condensação dos efeitos de vários  fatores atuando em interação  constante. Estes compõem  um amplo espectro de  manifestações que ultrapassa a  órbita  da  patologia para  situar a vivência da consciência alterada como a imagem que se produz  subjetivamente na  organização do momento atual. Fluxos de dentro do organismo (uma  infecção, por  ex.) e de fora (uma  agressão  verbal) tornam a consciência dotada de uma instabilidade só mantida em condições de interagir  com o  mundo  às  custas  do  eu. 
(...)
A.M.