A CONSCIÊNCIA É UMA PAREDE
(...) (...) O conceito de consciência tende a se apagar em prol dos modos de subjetivação insólitos, estranhos, e não coadunáveis com a racionalidade vigente. A problemática “quem fala?” poderá então ser encaminhada para respostas que , se não a solucionam, pelo menos a põem em outro patamar para discussão dos processos subjetivos. Resumindo, dizemos que o nível da consciência alterado corresponde às situações (predominantes) onde um vetor orgânico está presente. Isso é simplista. O eu é atingido, óbvio, mas não se decompõe ao ponto de não voltar à sua capacidade de enunciação usual. Nas demais situações clínicas, o nível da consciência tende a flutuar em escalas imperceptíveis para o próprio indivíduo e para as pessoas em volta. Esse estado depende dos estímulos de toda ordem que chegam de fora. Numa terceira situação,a consciência e o eu se desestruturam ao ponto da enunciação se fazer ininteligível para o Outro. Neste caso é preciso subtrair o quadro da histeria dissociativa e das psicoses processuais (esquizofrenias), delírios crônicos, que diferem em natureza da não patologia clínica, como é o caso das diversas experiências já mencionadas.
(...)
A.M. - do livro Trair a psiquiatria
Para o Sr comemorar o dia dos Pais
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=0yr7BPD4Nic&feature=fvst
Boa note