domingo, 12 de agosto de 2012

A CONSCIÊNCIA É UMA PAREDE


(...) (...) O conceito de consciência tende a se apagar em prol dos  modos  de  subjetivação  insólitos, estranhos, e não coadunáveis com a racionalidade vigente. A problemática  “quem  fala?”  poderá  então ser encaminhada  para  respostas que  , se  não a  solucionam, pelo menos  a põem  em outro patamar para  discussão dos  processos subjetivos. Resumindo, dizemos que  o nível da consciência alterado corresponde às  situações (predominantes) onde  um vetor orgânico  está  presente. Isso  é simplista. O eu é atingido, óbvio, mas  não se  decompõe ao ponto de não  voltar à sua capacidade de enunciação usual. Nas demais situações clínicas, o nível da  consciência  tende a flutuar em escalas imperceptíveis para o próprio indivíduo  e para  as pessoas em volta. Esse estado depende dos estímulos  de toda ordem que  chegam  de fora. Numa  terceira situação,a consciência e o eu se desestruturam ao ponto da enunciação se fazer ininteligível para  o Outro. Neste caso é preciso subtrair  o quadro  da  histeria  dissociativa e  das psicoses processuais (esquizofrenias), delírios crônicos, que diferem em natureza da não  patologia clínica, como é o caso das diversas  experiências já  mencionadas.

(...)
A.M. - do livro Trair a psiquiatria

Um comentário:

  1. Para o Sr comemorar o dia dos Pais
    http://www.youtube.com/watch?v=0yr7BPD4Nic&feature=fvst
    Boa note

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