sexta-feira, 16 de março de 2012

SER OU NÃO SER PSIQUIATRA

O objeto de pesquisa da psicopatologia  da diferença   é a loucura e não o transtorno mental. Desse modo, pela própria natureza não-médica da    “loucura”, o trabalho do psiquiatra  ultrapassa  as fronteiras  do saber médico, aliando-se  a outros saberes. Então, continuo sendo psiquiatra;   como clínico busco inventar novas práticas de encontro com o paciente; como pesquisador,  me pergunto  sem parar :  o que é a loucura? Isso norteia posições  ético-políticas.  Dito de outro modo, em alguns  momentos   sou  psiquiatra. Acredito por exemplo, em certos diagnósticos orgânicos (poucos) e  numa intervenção somática resolutiva, caso de um delirium tremens.  Quando, porém,  os  conceitos de encontro, vivência e subjetividade adquirem um valor irrecusável, não sou psiquiatra. De todo modo, ser ou não ser isso ou aquilo  não é uma  questão metafísica  mas  um estilo de  fazer  funcionar os paradoxos (...)

A. M.

Um comentário:

  1. A questão é simples, muito simples, como a maior parte das coisas belas da vida, que, muitas vezes, a gente complica. Por que ninguém discute "ser ou não-ser" músico?

    No mais, entrou bonito a música abaixo!!!!

    http://www.youtube.com/watch?v=qemWRToNYJY .

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