SER OU NÃO SER PSIQUIATRA
O objeto de pesquisa da psicopatologia da diferença é a loucura e não o transtorno mental. Desse modo, pela própria natureza não-médica da “loucura”, o trabalho do psiquiatra ultrapassa as fronteiras do saber médico, aliando-se a outros saberes. Então, continuo sendo psiquiatra; como clínico busco inventar novas práticas de encontro com o paciente; como pesquisador, me pergunto sem parar : o que é a loucura? Isso norteia posições ético-políticas. Dito de outro modo, em alguns momentos sou psiquiatra. Acredito por exemplo, em certos diagnósticos orgânicos (poucos) e numa intervenção somática resolutiva, caso de um delirium tremens. Quando, porém, os conceitos de encontro, vivência e subjetividade adquirem um valor irrecusável, não sou psiquiatra. De todo modo, ser ou não ser isso ou aquilo não é uma questão metafísica mas um estilo de fazer funcionar os paradoxos (...)
A. M.
A questão é simples, muito simples, como a maior parte das coisas belas da vida, que, muitas vezes, a gente complica. Por que ninguém discute "ser ou não-ser" músico?
ResponderExcluirNo mais, entrou bonito a música abaixo!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=qemWRToNYJY .