sábado, 7 de abril de 2012

PENSAMENTO DA SAÚDE MENTAL

A  forma-Saúde    e por extensão, a  Saúde Mental,  secretam produtos que  compõem a subjetividade e se materializam  na  clínica. Ou melhor, na psiquiatria clínica.  Há  até   pacientes   que  chegam  com um   diagnóstico  firmado por  eles  próprios. Desse modo,  antes da vivência da  queixa, o diagnóstico torna-se   uma   identidade. Produção de consumo.   Ao mesmo tempo, a miséria   social  (não só econômica)   se  alimenta  de reflexões sobre o dito  comportamento patológico.  Pesquise, por  exemplo,  distúrbios  do humor.  Ou   sobre  o  pânico diante  da violência  urbana. Qualquer  coisa.   A forma-saúde mental  é invisível, mas  o   técnico   exibe  a sua  marca  no mercado dos   especialismos. Trata-se  do pensamento e  das  suas   competências. Com que  produtos   enfeitar   as prateleiras? O pensamento da  saúde mental  vive   do mundo.   Ensina  um    pensar   reto.    Depois tudo  recomeça.  A  Forma  se multiplica em  rotinas,  laudos, prescrições, mapas, imagens.  Não se  sabe  ao certo onde  ela  está.    Mas,  que   funciona    como no   rosto  do   paciente e   nos maneirismos que o guiam.  Confira
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A. M..

Um comentário:

  1. Sou novo, mas antigo. Não concebo a "tri"furcação das neuroses, dividindo-a em T. de Ansiedade, T. Somatoformes e Dissociativos e T. Obsessivo-Compulsivo. Isso não quer dizer que concebo tudo dentro do conceito de neurose. Também, não concebo a Paranóia somente como um sintoma de outras patologias. Ela é independente, apesar de, como praticamente todas as formas diagnósticas, poder ser conjugada.

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