sexta-feira, 10 de agosto de 2012


DESLIMITES

(...) (...)  A   loucura extrapola  os limites  do pensar  médico.Quais as  conseqüências  desse fato?  Ora, se o nosso  tema é o exame  do chamado portador de  transtorno mental, nele se misturam linhas “normais” e “anormais” da subjetividade. O exame passa a ser um não-exame, um Encontro. Há,  pois, que percorrer o “como  se  dá”  do Encontro,  ou seja, expressar  o que  foge ao enquadre da psiquiatria científica. Ainda  assim,  não formulamos  uma crítica  ao exame mental  clássico. Este é apenas  o que é possível  ser.Mas   ele “pertence” ao Encontro e não  o contrário. Está autolimitado pela visão  médica da subjetividade. Bem mais, importa afirmar um método e um  estilo  de operar a clínica. O que fazer da loucura  ou da angústia?  
(...)
A.M.

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