sábado, 4 de agosto de 2012

OUTROS USOS DO REMÉDIO QUÍMICO

(..) (...)Em psiquiatria clínica, é possível usar poucas associações medicamentosas?  Elas embotam o paciente e o psiquiatra. Nestes casos um diagnóstico revelador do que se passa, costuma ser  descartado. Se, além do mais, for difícil captar a vivência mórbida, ficar na espreita do acontecimento já é um ganho ético. Escutar o vento nas orelhas do paciente. Ou apenas  contemplar o que ele diz e o que se vê. Isso basta para começar o trabalho de garimpagem dos signos. Percutir as linhas do  desejo  talvez  faça  surgir  algo  que  não  anseie  por  fármacos.  
(...)
A.M. 

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