sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PSQUIATRIA DEPRESSIVA

(...) (...) Tudo  é cérebro como origem. Trata-se de  um reducionismo  fabricado em nome  da  razão  médica. Ao inverso, buscamos detectar afetos sutis que só se expressam  (grosseiramente)  como  depressão, e daí se inscrevem num rebaixamento da vitalidade. Isso pode ser a  depressão como  “doença” ou tão apenas uma síndrome ou uma reação depressiva às circunstâncias sócio-metafísicas. De todo modo, o encontro com  os afetos  busca a intensidade dos  mesmos  a partir das condições subjetivas do  paciente. Qualquer um pode deprimir à medida em  que vivencia a cultura da culpa inscrita na carne. Somos todos  cristãos e deprimidos.O paciente traz  o  humor como um dado que muitas vezes lhe foi  inculcado: “sou  bipolar”. Trata-se de  um  processo de  subjetivação  psiquiátrica que se impõe como verdade  diagnóstica. Devires são cortados . O humor hipotímico “evolui” para um grau de vitalidade compatível com a doença psiquiátrica:  ausência  da  vontade de viver. Ora, como  recusar o  grito desesperado do paciente? 
(...)
A.M.

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