sábado, 14 de julho de 2012

DELIRAR

(...) (...) Ao  desconfiar que alguém delira, não julgue. Pense  primeiro “ o que estará  sentindo  o suposto  delirante?”.Quem delira pode  não estar delirando, ou seja, pode estar  apenas pensando em voz  alta. Afinal, como seres  do  pensamento, deliramos. Uma barreira colocada  entre nós e o dito mundo real impede  que o delírio se torne um  problema.  Sim, torna-se  um problema  quando a ordem “natural” das coisas é rompida a nível da conduta. Para  o bom senso isso é  insuportável, ou  quase insuportável. Parece claro. Há  uma ordem racional  do  mundo  que  instituiu e institui valores, normas  e códigos. Isso em toda parte.Uma necessidade  de ordem e bom comportamento  parece  fazer as coisas andarem. O binômio  ordem/desordem  vem daí, alimenta-se  de possíveis  desvios que o confirmam. A todo custo, a ordem  tem que ser  mantida, começando pela família. Nesse  estado de coisas  o delírio  é uma linha de vida  não classificável. 
(...)
A.M.

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