sábado, 14 de julho de 2012

A "INSTITUIÇÃO" NÃO É A "ORGANIZAÇÃO"

(...) (...)Assim, o pensar como ato mental é um modo de  operar  das instituições.  Ele se insere nas sinapses, controlando as ações da pessoa.  Em tempos  atuais,  conforme  as categorias   da Saúde  Mental, e em face da  poderosa  “conexão-psiquiatria” pensar  é  pensar psiquiatricamente sem haver necessidade  de ser  psiquiatra. Daí  o motivo de querermos ir além  do  dado  empírico. Isso  não é regido pela consciência. Não é um ato de reflexão. É natural, naturalizado, banalizado. O senso comum se  institui na alma e reproduz  automaticamente suas  cópias: é o pensamento serializado. Entramos, portanto, numa  discussão muito complexa. Dois pontos merecem destaque. O primeiro considera que as  instituições não operam de modo isolado. Elas se ligam umas às  outras,  formando tramas de  relações. O segundo lembra que nenhuma instituição  é  o mal. Não há uma essência, uma natureza da instituição. O seu funcionamento só pode ser avaliado mediante uma análise contextualizada. Tomemos o exemplo da clínica:a quem serve a psicofarmacoterapia? O óbvio seria dizer: ao  paciente. Mas, acreditamos que não  é simples assim, nem tão  óbvio.  Todo  tipo de  questões  se coloca.
(...)
A.M.

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