A "INSTITUIÇÃO" NÃO É A "ORGANIZAÇÃO"
(...) (...)Assim, o pensar como ato mental é um modo de operar das instituições. Ele se insere nas sinapses, controlando as ações da pessoa. Em tempos atuais, conforme as categorias da Saúde Mental, e em face da poderosa “conexão-psiquiatria” pensar é pensar psiquiatricamente sem haver necessidade de ser psiquiatra. Daí o motivo de querermos ir além do dado empírico. Isso não é regido pela consciência. Não é um ato de reflexão. É natural, naturalizado, banalizado. O senso comum se institui na alma e reproduz automaticamente suas cópias: é o pensamento serializado. Entramos, portanto, numa discussão muito complexa. Dois pontos merecem destaque. O primeiro considera que as instituições não operam de modo isolado. Elas se ligam umas às outras, formando tramas de relações. O segundo lembra que nenhuma instituição é o mal. Não há uma essência, uma natureza da instituição. O seu funcionamento só pode ser avaliado mediante uma análise contextualizada. Tomemos o exemplo da clínica:a quem serve a psicofarmacoterapia? O óbvio seria dizer: ao paciente. Mas, acreditamos que não é simples assim, nem tão óbvio. Todo tipo de questões se coloca.
(...)
A.M.
Nenhum comentário:
Postar um comentário