quinta-feira, 12 de julho de 2012

POLÍTICAS

(...) (...)  Todos  se unem quando se trata  de barrar a loucura. Mesmo os mais  bem intencionados, os  cultos, os  do Bem, os  da academia;   toda  a tralha conscienciosa embuida  dos    princípios  do cristianismo. Esta é a condição. A máquina  psi avança naturalmente  nas  organizações do capital. Ninguém diz  nada. O silêncio se avulta de cinismos  sofisticados. Ele conhece as linhas  ocultas do sistema  monstruoso. O terror econômico  perde  para  o  ético. O  palavrão (ético) converteu-se em mercadoria santa.Por toda a parte  o Estado  regurgita matérias não comestíveis.  A máquina  psi recebe  comensais  de luxo para  o banquete das auroras  perdidas. Alguém passa  mal. Quem? Levem-no ao laboratório das almas pet. Laudo médico: encontram-se  imagens do infeliz vegetando entre florestas  que  nunca  existiram. Não aproveitou o banquete, não riu das criaturas  da noite. Foi excluído. Então, como fazer para não viver morrendo entre os  escombros autorizados por decretos estatais?  Militamos por  uma idéia de múltiplas vidas  se ligando em direção ao sentido  dos paradoxos. Deleuze é  um intercessor que serve  de  linha  do destino, perigosa e rápida enquanto a polícia do Estado e a do Mercado batem à  porta. Urge a camuflagem  do cotidiano como porta aberta para o infinito. Castañeda, Miller, Prigogine, Guattari, Nelson Rodrigues, klossowski, Lovecraft, Poe, Foucault  e muitos  outros, aceleram o processo, produzem a produção, escarnecem  o Velho.  Tentar vestir auroras ensolaradas no Brasil? A  máquina  psi, como sede da  corregedoria do Real, breca  a saída da  porta do infinito. No entanto, tornar-se  concreto  em práticas  cruéis é uma possibilidade.O  virtual  existe. Marx  resiste. Bakunin é um aliado esquizo. A poesia poetiza. Sem tempo, o tempo se angula, se  flexiona, se  dobra, se faz, se  produz.  Uma  alegria  se espraia.
(...)
A.M.

Um comentário:

  1. "Da mesma forma que o ódio não é o oposto do amor, a derrota não é o oposto da vitória. O oposto do amor é a indiferença. E o oposto da vitória é o fracasso. Onde há ódio, há conflito, mas há forças e movimento. Onde há derrota, há conflito, mas reação e correção. Na indiferença, nada mais importa, tanto faz como tanto fez. No fracasso, tudo virou desistência. A indiferença e o fracasso estão correlacionados." (Isac Neto)

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