NIETZSCHE E A MODERNIDADE
(...) (...) Chama ao socialismo "irmão mais novo do despotismo", porque exalta o Estado e submete o indivíduo. Mais profundamente ainda, Nietzsche procede a uma violentíssima crítica de todos os nacionalismos, sem que nenhum deles alcance graça aos seus olhos. Para lá dos regimes e dos nacionalismos, ataca aquilo a que chamamos hoje a "ideologia" da ciência. Qualifica a ciência de "nova piedade", de "novo ídolo". Num artigo de A Gaia Ciência, intitulado "Em que sentido somos ainda piedosos", mostra a ciência revezando a religião e as instituições científicas tornadas substitutos atuais das igrejas.
(...)
François Châtelet - do livro Um história da razão
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