sexta-feira, 13 de julho de 2012

ANTI-HUMANISMO

(...) (...)  O poder como  fundo  opaco, a aura da  felicidade  humanista de  servir  ao próximo, o culto à ciência como artigo de fé, o respeito  contrito à academia, que mais  será  a ciência  do  cérebro? Deus  meu, livrai-nos de todo  o mal não explicável por  conexões  cerebrais. Contudo, isso é fácil de provar: não pense. Falemos  de outra  coisa: a traição.A política não é bem vista pelos  cientistas. Eles  a desprezam em favor de uma pureza  de princípios  e  métodos .Todos pelo  progresso.Um, dois, três, sigamos a população serial de neurônios aflitos. A questão da psiquiatria, hoje, é a produção de  um  pensamento único  e  do  acriticismo. A ciência  do cérebro apóia isso, mas ela  não é a psiquiatria. Um agenciamento neuro-psiquiatria é uma  máquina de produzir  mentes. A busca da causa das doenças  (quais?)  torna-se  produção de causas,  portanto, de uma razão  médica. O sistema límbico, reduto  dos  afetos, molda e é  moldado pelo que  está  fora. Não é possível ver a mente. Ela compreende relações e fluxos que  precedem coisas e  substâncias. Não existe O poder. Existem forças dispersas querendo se  afirmar.  Oh  Nietzsche.
(...)
A.M.

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