quinta-feira, 8 de março de 2012

SOLIDÃO POVOADA

Quando se trabalha, a solidão é, inevitavelmente, absoluta. Não se pode fazer escola, nem fazer parte de uma escola. Só há trabalho clandestino. Só que é uma solidão extremamente povoada. Não povoada de sonhos, fantasias ou  projetos, mas de encontros. Um encontro é talvez a mesma coisa que um devir ou núpcias. É do fundo dessa solidão que se pode fazer qualquer encontro. Encontram-se pessoas (e às vezes sem sem as conhecer nem jamais tê-las visto), mas também movimentos, idéias, acontecimentos, entidades (...)

G. Deleuze - do livro Diálogos

Um comentário:

  1. Um Ricardo Silveira para povoar os diálogos solitários e povoados: http://www.youtube.com/watch?v=eik6AvHEbis

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